Comissão deve ser criada para analisar situação da Educação

 

A Educação de Votuporanga vem sendo assunto diário ultimamente: sejam os índices conquistados recentemente, ou as reclamações feitas por professores insatisfeitos com as condições de trabalho.

O tema é complexo e divide opiniões. Um caso que ganhou repercussão nos últimos dias foi a demissão da professora Nélia Cristina, investigada por agressão a nove crianças da rede municipal.
Grande parte da população – na maioria pais de alunos – condenou as atitudes da docente, entretanto, alguns professores aproveitaram o assunto em pauta para demonstrar descontentamento com relação à política de trabalho estabelecida pela Secretaria Municipal da Educação.
Nesta semana, a Revista Exame publicou o Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB), elaborado pelo Centro de Liderança Pública, que colocou o município como uma das 500 melhores educações do Brasil.
Votuporanga conquistou a 150ª colocação, com a nota 5,3 — maior do que a média do Estado de São Paulo, 5,1; e a média nacional, que foi de 4,5. A pesquisa fez diagnóstico de todas as cidades do Brasil e levou em conta a qualidade da formação dos professores nas escolas, média de hora aula por dia, experiência dos diretores no cargo e o atendimento na rede de educação infantil.
Contudo, os índices elevados não são motivos de comemoração para uma parcela dos professores contratados pela Secretaria. Eles estão insatisfeitos com as condições trabalhistas e alegam que estão ficando doentes por conta disso.

Sugestões
Como citado anteriormente, o tema é delicado. Para tentar encontrar soluções, foi sugerida a criação de uma comissão especial formada por vereadores para estudos e análise sobre a situação da educação no município de Votuporanga.
Segundo o autor da proposta, Jurandir Benedito da Silva, a comissão será composta de, no mínimo três membros e, no máximo, cinco, indicados pelos partidos representados no Legislativo e ou por vontade do vereador.
Os envolvidos terão um prazo de 45 dias para apresentar o relatório final, prorrogável por igual período.
“Ao final, a Comissão apresentará relatório conclusivo sobre os trabalhos realizados, bem como sugestões para melhorias a serem implantadas na área da educação”.
Cabe lembrar que a Câmara já possui Comissão Permanente de Educação e Cultura, entretanto, Jura adianta que a referida criação seria “uma incursão técnica a aprofundada” no seguimento.

Perguntas e respostas
Segundo Jura, o Poder Legislativo tem que dar “respostas contundentes e exatas à Comunidade”. “Tendo em vista que nos últimos períodos temos informações desencontradas entre os órgãos da administração e a comunidade quanto ao número de alunos em sala de aula, quantidade de professores por alunos e níveis de ocupação escolar; levando em conta as recorrentes reclamações das educadoras infantis relativas a problemas para a correta execução de suas atividades; precisamos de providências.

Recentemente, Votuporanga foi alvo de exposição nacional de forma negativa. Além disso, informação de que a cidade encontra-se na 150ª posição no Índice de Oportunidades da Educação Brasileira, como se o fato fosse grandioso, não leva em conta que municípios menores e vizinhos estão em melhores colocações, por exemplo Paranapuã (8ª posição), Birigui (14ª posição), Tanabi (36ª posição), Jales (26ª posição) Catanduva (101ª posição) e Parisi (141ª posição)”, afirma. –

Por:Fernanda Ribeiro Ishikawa – Diário de Votuporanga

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