Comerciantes contam os prejuízos e pedem ajuda

A quarta-feira (7) foi de tristeza e de contabilizar prejuízos para os donos e funcionários dos estabelecimentos comerciais que foram totalmente destruídos no incêndio na avenida Emílio Arroyo Hernandes, no bairro Pozzobon. Para se ter uma idéia, a loja de festas, uma das três que viraram cinzas, calcula que perdeu cerca de R$600 mil apenas nas mercadorias estragadas.

Nas primeiras horas da manhã, o trabalho era de garimpar no meio objetos que poderiam ser aproveitados. A gerente de uma loja localizou um chaveiro, o único objeto que sobrou intacto da bolsa, que não foi retirada a tempo de ser totalmente consumida pelas chamas.
A Polícia Militar foi chamada por volta das 9h. Homens a serviço da imobiliária que também foi atingida começaram a retirar do local aparelhos de ar condicionado e outros objetos. A ação causou apreensão de funcionários de lojas vizinhas, já que o local estava com a fita de isolamento e não havia sido submetido à perícia da Polícia Científica. O caso foi comunicado à Polícia Civil. Na noite anterior, a Polícia Militar também foi acionada para tentar conter a ação de saqueadores, que entraram, principalmente na loja de cosméticos, para subtrair produtos. 

Lembranças
Ontem, quem passou pela avenida, principal via de acesso da Zona Norte da cidade, se impressionou com a montanha de entulho deixada na calçada, fruto do trabalho dos bombeiros, que trabalharam durante a noite e parte da madrugada no local. 
Funcionárias ainda custavam a acreditar no que aconteceu. “É difícil. Saber que um lugar que a gente trabalhava, se dedicava com tanto carinho unidos como uma família, está assim”, disse a vendedora Carolyne Caetano Oliveira. Ela foi uma das primeiras a constatar o incêndio e ainda se emociona ao lembrar-se dos momentos de terror que viveu.
“Eu estava no estoque quando percebi que havia fumaça. Vi que o ar condicionado estava pegando fogo e que as chamas atingiram alguns materiais. Tentamos apagar, mas não teve jeito”, afirmou.

Vistoria
Em entrevista dada pelo tenente do Corpo de Bombeiros, Alex Brito, ele afirmou que o prédio estava sem o auto de vistoria. “É um detalhe importante para ser se falado. Os proprietários tinham pedido a vistoria, um bombeiro foi até o local e escreveu uma lista com alguns itens que teriam que ser verificados, algo que não foi feito. E isso pode ter colaborado e muito para o incêndio”, afirmou.
O boletim de ocorrência sobre o caso foi encaminhado para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que deve dar prosseguimento ao caso. O laudo de vistoria de um engenheiro da Prefeitura, que vai apontar as condições estruturais do prédio, deve ser divulgado entre hoje e amanhã. As causas serão esclarecidas pela perícia.

Ajuda
Funcionária da loja de festas, a vendedora Lucimara Caetano Oliveira iniciou pelas redes sociais uma campanha para tentar amenizar o prejuízo dos donos do estabelecimento, que segundo ela, sempre ajudaram em campanhas da comunidade, como igrejas, e que hoje, devido ao incidente, passam por momento de dificuldade.
“Peço para que a população de Votuporanga ajude essas pessoas. Não é fácil, de um momento para outro, perder o trabalho de vários anos. Por isso peço para quem puder colaborar, ligue para gente no telefone 99168-8740. Temos também um número de conta, no banco Bradesco, agência 3521, 411-1. Será muito bem agradecido”, pediu a vendedora. Jociano Garofolo A Cidade

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