Comedouros e bebedouros para cães de rua começam a ser instalados em Votuporanga

Um novo projeto para alimentar cães e gatos de rua está sendo lançado em Votuporanga-SP. É uma ideia que consiste em instalar “comedouros” e “bebedouros” na frente de estabelecimentos com maior concentração de animais de rua.

O “Ração Comunitária” ou “AlimentaCão” está sendo idealizado por Leonardo Brigagão (Chandelly Protetor), Fernanda Favaretto Filassi, Tainá Carneiro Marques e Margareth Favaretto. O primeiro projeto foi instalado nesta terça-feira (27), na Quitanda Avenida, na Av. João Gonçalves Leite , 4619. Os donos do estabelecimento, Mayra Beatriz e Guilherme Marquezini, quando souberam pelas redes sociais quer seria uma realidade na cidade pediram que fosse instalado no estabelecimento da família.

A iniciativa, que conta com o apoio de protetores de animais, pretende ampliar esse número para muito mais, por meio da ajuda de pessoas. A ideia é simples: o morador interessado em ser tutor de um ponto de alimentação entra em contato com os idealizadores do projeto, passa por uma entrevista, depois, assume o compromisso de que irá se comprometer a monitorar pelo menos uma vez ao dia, colocando mais ração, trocando a água e fazendo a limpeza.

Esses comedouros e “bebedouros” que são feitos de canos de PVC adaptados e transformados em recipientes de água e comida. “Um projeto desse custa em média R$ 90,00 e para dar andamento criando novas unidades vamos precisar de doações da população, pois já existem outros dez pedidos”, disse Chandelly.

“Já estamos solicitando ajuda dos amigos pelo WhatsApp e a intenção é também utilizar garrafas pet para criar recipientes com ração e água para gatos”, ressaltou Fernanda Filassi.

Tainá e Margareth acreditam que o “Ração Comunitária” ou “AlimentaCão” poderá ser ainda mais grandioso se o poder público abraçar essa causa, principalmente pet shops e clínicas veterinárias.

Os voluntários do projeto afirmam que a ideia é necessária já que não há como alocar todos os animais de rua, já que ainda não existe um abrigo na cidade e protetores estão superlotados.

Segundo o ativista Chandelly, “o projeto tem a intenção de reabilitar estes animais para que não contraiam doenças como viroses, pois tem algumas doenças que são oportunistas, aproveitam a baixa imunidade do animal e se proliferam pela cidade”, explica.

Amparo na lei
O projeto tem base na Lei Estadual nº12. 916/2008, que viabiliza o desenvolvimento de programas que visem o controle da reprodução dos animais de rua bem como a promoção de campanhas de conscientização pública e medidas protetivas.

Folha Regional

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