Chinesa Geely estreia no Brasil com sedã de R$ 50 mil

Após quase três anos de estudos e busca de como competir como importador em um país que sobretaxa veículos vindos do exterior e convive com incertezas sobre seu câmbio, os chineses da Geely estrearam seu primeiro carro a ser vendido aqui, o sedã médio EC7. A proposta da Geely, embora o preço do veículo ainda não esteja certo, é buscar o cliente que busca migrar para uma categoria superior, ter um carro maior e com mais acessórios.

 

A briga será dura, já que os concorrentes nesse mercado são Honda Civic (a partir de R$ 66,7 mil), Toyota Corolla (parte de R$ 60,8 mil), JAC J5 (R$ 49,9 mil), Focus sedã (R$ 52,5 mil) e Fiat Linea (R$ 53,1 mil). Com preço estimado em R$ 50 mil, em relação a custo o EC7 começa em vantagem.

 

O EC7 é quipado com motor 1.8 l à gasolina (o flex deverá chegar em até 6 meses) que empresta ao carro agilidade na cidade e responde melhor quando trabalhado em rotações acima dos 3 mil giros. Já na estrada, o propulsor precisa de mais tempo em retomadas e pede giro mais alto nessas situações.

Um ponto positivo do modelo que será importado da China e montado no Uruguai é o espaço interno. Tanto motorista quanto passageiros no banco da frente ou traseiro têm conforto para esticar as pernas e em relação à altura. O porta malas é outro trunfo do sedã: são 670 litros capazes de armazenar até três malas de grande porte.

 

A Geely cuidou do acabamento do EC7, que embora não tenha nenhum detalhe de luxo, possui bancos confortáveis em couro e painel sóbrio, com luzes azuis, mostrador de velocidade e conta-giros analógicos e indicadores de quilometragem, combustível e temperatura digiatis.

 

Na cidade o EC7 vai bem. A direção bastante leve ajuda em situações de desvio repentino e também em curvas mais fechadas. Já o motor 1.8 l movimenta o carro com agilidade do repouso (zero a 100 km/h em 12s, segundo a fabricante). O ar-condicionado funciona melhor para quem vai na frente, embora haja saídas debaixo dos bancos dianteiros para servir quem senta atrás. No banco traseiro, onde há uma divisória retrátil que pode dividir o banco em dois, é suficiente para levar até três adultos com conforto.

 

Na estrada a mesma direção mais macia deixa o carro mais difícil de controlar em altas velocidades, o que deixa o EC7 menos confortável para se levar curvas. O motor também precisa de mais tempo em retomadas a partir dos 80 km/h e, segundo a Geely, leva o carro aos 185 km/h. No quesito segurança, o EC7 foi testado pela NCAP na Europa e levou quatro estrelas de cinco possíveis.

 

Com 3 anos de garantia, a Geely quer começar diferente de outras marcas chinesas que chegaram ao Brasil e vender pouco em um primeiro momento, para garantir a satisfação do cliente e, se os planos derem certo, daqui a dois ou três anos já ter em suas lojas modelos construídos em parceria com a Volvo, marca que pertence aos chineses desde 2010.

 

Ficha técnica
Geely EC7
Preço: não definido
Motor: 1.8 l à gasolina
Potência: 130 cavalos
Velocidade máxima: 185 km/h
Aceleração de zero a 100 km/h: 12s
Consumo: não informado
Comprimento: 4m635
Largura: 1m789
Altura: 1m47
Distância entre-eixos: 2m65
Capacidade do porta malas: 670 l
Transmissão: manual de 5 marchas
Itens de série: EBD (distribuição eletrônica de frenagem), ar-condicionado, direção hidráulica e coluna de direção com regulagem de altura.

 

O jornalista viajou a convite da Geely.

 

Terra

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