‘Chaplin’distribui amor na Santa Casa

Dia internacional do voluntariado é dedicado a pessoas como ‘seo’ Segundo

Já dizia Charles Chaplin: “um dia sem rir é um dia desperdiçado”. Acreditando nesta filosofia, há dois anos, um novo “Charles Chaplin” visita a Santa Casa de Votuporanga, com o objetivo de transformar a realidade dos pacientes, nem que seja por um instante.

O aposentado Segundo Martins Ribeiro, de 63 anos, vive por um dia, a cada ano, o personagem que para ele é o retrato da solidariedade. “Faço as visitas vestido de Charles Chaplin porque, para mim, ele é a figura personificada do amor”.

O Chaplin de Ribeiro visita os pacientes do hospital em dezembro e a iniciativa está longe de acabar. “Chaplin era do cinema mudo, não conversava e se comunicava apenas com gestos. Faço exatamente isso com cada um que encontro na instituição e levo flores para eles, como forma de amor”.

Para este ano, o evento já está marcado: será no dia 18, às 17h30. O aposentado é conhecido pelo hospital pela atenção dispensada a cada pessoa internada.

A psicóloga da Santa Casa, Patrícia Ramos Angeloni, ressalta a importância da ação. “Um dos nossos voluntários, Segundo Martins Ribeiro, encarna um dos personagens mais representativos do cinema e faz esta ação que foi bastante tocante pela atenção dispensada a cada pessoa internada. Para a nossa proposta de atendimento humanizado, este tipo de gesto de carinho, individualmente, tem um valor incondicional”, explica.

O trabalho voluntário de Ribeiro vai além de “Charles Chaplin”. Toda semana, ele tem uma missão gratificante,como ele mesmo define. O aposentado fica no pronto socorro, disposto a orientar as famílias dos pacientes.

“Nestes momentos em que familiares ficam doentes, o que eles precisam é de uma mão amiga, de conversa. O nosso trabalho é para quem mais necessita. Em alguns casos, muitos não têm parentes para ajudar”.

O auxílio no momento delicado da internação de pacientes, por exemplo, rende amizades. “Faço também visitas externas, para verificar como está o cidadão, se melhorou sua saúde”. Ribeiro ressaltou que o trabalho voluntário é muito gratificante. “Muitas vezes, não é o remédio que cura, mas a mão que se estende”.

Hospital tem 200 voluntários

A Santa Casa de Votuporanga tem 200 voluntários, que trabalham efetivamente no dia a dia da entidade. O hospital possui os 13 diretores, 40 conselheiros e ainda quase 400 “irmãos”, que também são voluntários.

“Felizmente, a quantidade de voluntários que atua na Santa Casa é grande. Não são apenas de Votuporanga, mas abrange também pessoas de outras cidades, que compreendem a necessidade de ajudar a entidade, oferecendo um gesto nobre e que ajuda a salvar vidas. Em nome de toda a diretoria, quero parabenizá-los pelo dia (hoje é dia internacional do voluntariado) e ressaltar que vocês fazem a diferença na instituição. O tempo que dedicam nas atividades voluntárias possui um retorno imensurável e valor nenhum representa esse trabalho, pois ajudar quem precisa é o objetivo da filantropia.”

A coordenadora do Grupo de Humanização e psicóloga do hospital, Patrícia Angeloni, falou dos benefícios em ser voluntário.

“O trabalho retorna de forma positiva para ele mesmo, deixando- o mais pró ativo, oferecendo qualidades para trabalho em equipe, mais flexibilidade e desenvolve o lado humano. Doa o seu tempo em prol de outras pessoas que necessitam, isso promove o equilíbrio emocional e espiritual. Além disso, se a pessoa foi aposentada, ocupará o tempo com algo que goste e estará se relacionando com mais pessoas, trazendo bons resultados para o seu bem-estar, disposição e até mesmo na saúde.”

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

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