Cetesb orienta moradores a não frequentarem a prainha de Pereira Barreto

Cor esverdeada e a presença de algas fizeram as autoridades ficarem em alerta.

Por causa da cor esverdeada da água no Rio Tietê, técnicos da Cetesb fizeram uma inspeção na água e recomendaram que em Pereira Barreto (SP) o pessoal não entre na água.

A água que tem chegado na prainha de Pereira Barreto nos últimos dias está diferente. A cor esverdeada e a presença de algas fizeram as autoridades ficarem em alerta.

Técnicos da Cetesb fizeram uma vistoria e, como eles constataram grande quantidade de algas, emitiram uma recomendação para que a prefeitura oriente os moradores e turistas para que evitem qualquer tipo de contato com a água do Rio Tietê até que se tenha uma avaliação mais precisa da qualidade da água.

Cetesb orienta moradores a não frequentarem a prainha de Pereira Barreto

“A prefeitura soltou uma nota no site oficial e estamos colocando no fim de semana as faixas na praia recomendando que enquanto não sair o laudo não usar a água”, afirma o secretário de Turismo de Pereira Barreto, Igor Grespan.

TV TEM levou amostras da água coletada no Rio Tietê, em Pereira Barreto, para uma bióloga da Unesp, especialista em microalgas.

Em análise, ela identificou a presença de uma espécie de bactéria que é extremamente tóxica. Segundo a pesquisadora, a presença de muitos nutrientes na água pode ser a explicação para a rápida proliferação da espécie no rio.

Para os humanos, o contato pode afetar o sistema nervoso. “A turbidez da água é devido a presença de grande quantidade de bactérias, algumas extremamente tóxicas. Água imprópria para o consumo, banho ou beber e também para animais. A pesca também não é indicada, porque os peixes podem acumular bactérias nos tecidos”, afirma a bióloga da Unesp de Ilha Solteira Thais Garcia da Silva.

O laudo de laboratório da Cetesb, que vai apontar como está a água em Pereira Barreto, deve sair na terça-feira (11). Barbosa (SP) foi uma outra cidade onde as algas apareceram no Rio Tietê.

A prefeitura de Barbosa disse que não recebeu nenhuma notificação oficial da Cetesb para orientar moradores e turistas a não entrar na água. A prefeitura disse que a quantidade de algas, no trecho do Tietê que passa pelo município, já está diminuindo.

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