Centro de Ressocialização Feminino de Rio Preto completa 12 anos

Inaugurado em 2004, o Centro de Ressocialização Feminino (CRF) de São José do Rio Preto completou no mês de agosto 12 anos de serviços voltados à mulher presa. Entre as seis do mesmo tipo e população no Estado, é a segunda unidade de maior capacidade podendo abrigar 142 reeducandas nos regimes provisório e fechado e mais 54 no anexo de regime semiaberto. Mesmo com três tipos de regimes diferentes, a unidade propicia trabalho e estudo a todas as internas, tornando o cumprimento dessas atividades em requisitos fundamentais para aceitação no local. 

Segundo a diretora geral do estabelecimento, Ana Lúcia Gil Reis, a unidade possuía no final de agosto um total de 220 reeducandas, das quais mais de 90% cumprem penas ou aguardam julgamento por tráfico de drogas. “Elas se envolvem com homens que praticam o crime: ora por interesse na vida que estes lhes proporcionam, ora por dificuldades financeiras. Muitas vezes, acabam presas com eles e, por isso, recebem poucas visitas dentro da prisão. Quando não são presos, os amásios costumam abandoná-las e essas visitas acabam sendo realizadas, na maioria das vezes, apenas pelos pais ou filhos”, explica Reis. 

Primárias, com no máximo dez anos de condenação e sem novos processos. Esses são alguns dos requisitos para aceitação dessas reeducandas, transferidas de cadeias públicas da região e da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, cuja grande maioria tem menos de 30 anos de idade. Para se ter uma idéia, a população carcerária do CRF no final de agosto se dividia em faixas etárias da seguinte forma: até 24 anos (85), de 25 a 29 anos (42), de 30 a 34 anos (44), de 35 a 45 anos (36), de 46 a 60 anos (12) e com mais de 60 anos (1).

O grande diferencial do CRF é o fornecimento de trabalho e estudo a todas as inclusas. No lugar de celas fechadas, alojamentos com doze leitos, ventilador de teto e manual de regras internas. Ao invés de vários pavilhões, três alas separadas por tipo de regime: provisório, semiaberto e fechado. Assim, o CRF abriga em sua construção de formato em U pessoas que aguardam julgamento, ou condenadas a penas de até dez anos, ou que já cumpriram pena em regime.

As reeducandas cumprem rotina semelhante a de um cidadão comum: acordam às 6h ao som de uma campainha, dividem o banheiro comunitário que há em cada ala, tomam café da manhã e iniciam os trabalhos que, tirando a pausa de uma hora e meia para almoço, se encerram às 16h30. Em seguida, todas voltam aos alojamentos para tomar banho e logo mais, se reúnem para jantar. Mais tarde, se deslocam para as salas de aula divididas por ensino fundamental e médio, onde permanecem estudando das 19h às 22h45.  O estabelecimento mantém parceria com 12 empresas privadas para serviços internos e externos, e também, com a Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap), o que propicia emprego remunerado.

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password