Cenário é de perda de emprego e aumento da informalidade

Em Votuporanga, segundo o IBGE, em 2012 existiam 3.850 empresas; com o desemprego diante da crise econômica, em 2014, cresce o número de trabalhadores autônomos
Vai uma água de coco aí, moço?
O brasileiro sempre dá um jeitinho de driblar a crise. Se foi demitido da empresa, logo arruma uma ocupação para garantir o “leite das crianças”. Para se ter uma ideia, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o município de Votuporanga registrou, em 2012, 3.850 empresas.
Com o desemprego diante da crise econômica, em 2014, cresceu o número de trabalhadores autônomos.
Em relação ao observado em 2014, o aumento na desocupação no início deste ano é reflexo da queda na atividade já evidenciada pelo resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre.
Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, explicou que isso é reflexo daquilo que aconteceu lá ‘no PIB’. “Se não gera trabalho, se a produção reduz, a consequência é essa”, disse.

Produto interno 
Em relação aos três últimos meses de 2014, o PIB brasileiro recuou 0,2% no primeiro trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a queda foi de 1,6%, a maior neste confronto desde o segundo trimestre de 2009, quando a queda foi de 2,3%.
Além da desaceleração da atividade, sempre há no início do ano um aumento da desocupação devido ao movimento sazonal de dispensa de temporários. Há ainda a expectativa de quanto o mercado de trabalho vai reter dessa mão de obra contratada para atender à demanda das festas de fim de ano.
“Neste ano, porém, o mercado não reteve nada. Ele botou para fora”, disse o coordenador que explica também que a taxa de desocupação medida pelo Pnad Contínua subiu a 8,0% no trimestre até abril deste ano, o maior resultado já observado na série, iniciada em janeiro de 2012, detalhou Azeredo que confirmou ainda que “o mercado de trabalho inicia o segundo trimestre do ano ainda refletindo a desaceleração na atividade econômica”.
“Há dificuldade de permanência do emprego e de geração de novas oportunidades. Então, o cenário que se mostra hoje é de perda de emprego, de qualidade de emprego e remetendo a uma geração de trabalho focado na informalidade”, afirmou o coordenador do IBGE.

Votuporanga 
Segundo o IBGE, na cidade de Votuporanga, em 2006, existiam 3.155 empresas no cadastro geral da união, que ocupavam o total de 20.111 pessoas assalariadas. Em 2012, foi registrado o aumento de 22% no número de empresas que contrataram a base de 42% a mais, chegando a um total de 28.695 contratados.
Porém, este dado sobre a variável de habitantes – que gira entorno dos 90 mil – sobra um total de 31% de habitantes, não necessariamente desempregados, mas que estão de fora do índice de contratados por empresas.
O trabalho informal sempre teve grande destaque nas ruas centrais. Há 11 anos, Neuza Aparecida Miravete tem seu ponto de vendas de cocos numa das esquinas da Rua Amazonas.
“Dá pra viver muito bem. O retorno financeiro é positivo,” explicou ela, emendando: “tenho que trabalhar, numa luta constante por sobrevivência”.
Segundo ela, é “complicado trabalhar para os outros, por isso, ter o próprio negócio faz toda diferença.”
“Tenho a liberdade e a segurança de saber que tudo o que vai acontecer, seja positivo ou negativo, vai ser minha responsabilidade”, explicou a comerciante. (Colaborou: Mateus Paióla)/Diário de Votuporanga

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