Celular explode no bolso da calça e provoca queimadura

Na semana passada, diretor de empresa de tecnologia da Malásia morreu depois que o celular dele explodiu enquanto carregava perto da cama. Em Araçatuba/SP, o enfermeiro Antônio Carlos da Silva dos Santos, de 30 anos, vivenciou experiência similar, quanto à explosão.

O celular explodiu no bolso da calça dele no meio do expediente de trabalho, na mesma semana. Ele estava na casa de um paciente que atende por meio de uma empresa de home care (assistência de saúde domiciliar). O aparelho que explodiu é um K6 Plus Lenovo, que Santos comprou há cerca de dois anos.

Neste período, o telefone foi levado duas vezes para a assistência técnica: por causa de uma queda e porque estava esquentando. Após o acidente, o enfermeiro optou por jogar o aparelho fora. “- Eu fiquei com medo da radiação por causa da bateria, e também já estava insatisfeito. Não quero mais nada dessa marca”, contou.

Segundo o enfermeiro, o telefone estava carregando, e quando a carga ficou completa ele tirou da tomada e guardou no bolso. Em seguida foi escovar os dentes e ouviu um barulho de explosão. Na sequência, percebeu que saía fumaça e correu para a cozinha.

“- Quando cheguei na cozinha, senti que começou a fritar minha perna, e me dei conta que era o celular. A sorte que eu estava com um cinto que era fácil abrir, e abaixei a calça. Os parentes do meu paciente jogaram água na calça e levaram pra fora. Foi um susto tremendo, porque o celular estava funcionando normalmente”, afirma.

O enfermeiro explica que a lesão foi na derme, camada intermediária da pele, localizada logo abaixo da epiderme (camada mais superficial, que está diretamente em contato com o exterior). “Se eu estivesse com outro tipo de cinto, seria uma lesão mais grave, porque eu não conseguiria ter abaixado a calça mais rápido”.

Antônio Carlos dos Santos conta que não procurou assistência da empresa Lenovo, para entender o que houve com o aparelho nem um médico por causa da queimadura. Ele diz que os familiares do paciente que ele assiste tinham uma pomada específica para queimaduras, e decidiu usar o medicamento por conta própria. “- Como a lesão foi só na primeira camada, achei que não tinha necessidade de ir a um dermatologista, e estou usando a pomada até hoje. E está melhorando”.

O enfermeiro acrescenta que mesmo tendo ido à assistência duas vezes, o telefone não teve a bateria trocada. Sobre a queixa de o aparelho esquentar, ele fala que isso não acontecia mais nos últimos meses. “- Eles disseram que esquentava porque tinha uma parte de metal no telefone”.

Agora, ele está usando um aparelho mais velho, que tinha de reserva, até comprar outro. “- Está sendo difícil readaptar com as tecnologias antigas, porém, logo estarei com um (celular) novo, se Deus quiser. Nós ouvimos falar tantas histórias, que só acontecem com os outros. Mas, em um piscar de olhos podem acontecer com pessoas próximas de nós ou até mesmo com a gente. E por pouco não dei esse celular (que explodiu) para uma sobrinha. Ainda bem que não dei”, finaliza.

A reportagem do Click News Votuporanga.Com entrou em contato com a assessoria de imprensa da empresa Lenovo por e-mail, na sexta-feira, mas até à publicação desta matéria não havíamos recebido respostas.

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