CAV sucumbe e perde o título para o Taubaté

Alvinegra viu vantagem de dois gols se desfazer no gramado; para torcida, frustração dá espaço ao reconhecimento pelo acesso

Não foi dessa vez. O Clube Atlético Votuporanguense frustrou seu torcedor na manhã de domingo (31) e perdeu, em Taubaté, o título de campeão paulista da Série A3. Para quem esteve tão perto de erguer a taça, o gosto é amargo. A Alvinegra teve seu estilo de jogo prejudicado por um gramado encharcado, que não deveria ser permitido para a prática do futebol. Tropeçou nas próprias pernas e levou 4 a 0. Ao fim do campeonato, fica a sensação de que poderia ter sido melhor, mas também que esse elenco entrou para a história da cidade pelo feito de levar o CAV à Série A2 de 2016.

O elenco da Pantera Negra viajou para Taubaté no sábado (30), pela manhã, mas sua estadia no Vale do Paraíba não foi tranquila. À noite, torcedores do “Burro da Central” soltaram rojões em direção às janelas dos quartos do hotel onde os jogadores e comissão técnica estavam. Durante a madrugada, vândalos esvaziaram os pneus do ônibus da delegação.

A equipe teve que esperar um ônibus, que levava torcedores ao jogo, chegar até Jacareí, para ser emprestado para levar o time ao Joaquinzão. A chegada dos jogadores ao estádio contou com forte esquema da PM.

Uma chuva transformou o gramado do estádio em um “piscinão”. As poças dominaram grande parte da grama. Mesmo assim, o trio de arbitragem autorizou o jogo.

O jogo

O treinador Marcelo Henrique Dias cobrou que os defensores evitassem ficar no “mano a mano” com os atacantes do Taubaté, e atenção especial com a situação do gramado, evitando conduzir a bola. Também pediu que toda bola fosse disputada. Quando entrou em campo, a Votuporanguense foi recebida pelos torcedores da TURA (Torcida Uniformizada Raça Alvinegra), que mesmo em menor número que a dona da casa, rivalizou em barulho e em incentivo ao time.

A missão do Taubaté para tirar o título das mãos do CAV era complicada, após perder na ida por 3 a 0, precisava devolver o placar. O quarto gol saiu nos acréscimos. A igualdade em gols serviria porque o time do Vale do Paraíba somou mais pontos durante a competição: 46 a 45.

O Burro sabia que a missão não seria fácil, mas que um gol no começo do jogo facilitaria muito as coisas. E foi o que aconteceu. Logo aos seis minutos, após cruzamento, Lelo, subiu mais que todo mundo e testou para o fundo das redes. E para por mais fogo no jogo, aos 15 minutos, o Taubaté fez o segundo. Em cobrança de escanteio, Bruno Fandinho livre de marcação, mandou para o fundo das redes.

Antes do primeiro tempo terminar, o CAV poderia ter levado outros gols. A melhor chance do CAV foi do lateral­-esquerdo Willian, que arriscou chute de fora da área, defendido pelo goleiro Ronaldo.

Poça d´água

No segundo tempo, uma poça d´água mudou o rumo do jogo, e do campeonato. O CAV estava melhor, havia equilibrado as ações, acertado a trave adversária com Bruno, quando aos 41 minutos, viu uma bola, que iria sair para lateral, parar numa poça no gramado, quase que de maneira sobrenatural. Um jogador do Taubaté acreditou no lance, passou para Wellington Carioca, que, mesmo marcado por João Victor, não teve dificuldades para, rasteiro para Élton, que no segundo pau, de carrinho, desviou para o gol, para festa da torcida adversária e desespero do alvinegra.

Não deu tempo para mais nada. Aos 46 minutos, o Taubaté ainda fez o quarto gol. Num rápido contra­-ataque, a bola foi cruzada para Bruno Fandinho, que no segundo pau, com o gol praticamente aberto, só desviou com um peixinho e correu para as arquibancadas, vibrando com os torcedores. Tirou a camisa e foi amarelado. Jociano Garofolo/A Cidade

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