CAV sente o golpe, mas segue vivo na Série A3

Alvinegra tem pouco tempo para assimilar goleada por 5 a 1 para o Juventus; na quarta, o acesso pode ser carimbado em Osasco

O mais pessimista torcedor do Clube Atlético Votuporanguense (se é que há) não poderia prever um resultado tão absurdo, na goleada por 5 a 1 para o Juventus, televisionada para todo o Brasil no domingo (10), cuja vitória lhe renderia o sonhado acesso para a Série A2. Foi dolorido sim, mas o time ainda está vivo. Agora, o elenco da Alvinegra tem pouquíssimo tempo para assimilar o golpe, já que entra em campo amanhã, às 19h, contra o eliminado Grêmio Osasco, ainda só dependendo de si para alcançar seu objetivo principal.

O domingo de expectativa do torcedor do CAV se transformou em revolta, decepção e incerteza em 90 minutos. Contra o melhor time da primeira fase, invicto há sete jogos em casa, o que se esperava era um jogo difícil, mas não com desfecho tão desastroso.

Clube Atlético Juventus e Clube Atlético Votuporanguense se enfrentaram aos olhos de mais de três mil pessoas no lendário estádio Conde Rodolfo Crespi, a “Rua Javari”, conhecido por suas dimensões diminutas. Para tentar frear o brio dos donos da casa, a Alvinegra entrou em campo com três zagueiros e sem o atacante Bruno, suspenso.

E o esquema do treinador Marcelo Henrique passou por alguns sustos nos primeiros minutos, principalmente nas jogadas dos habilidosos Nathan, Adiel e Gil. Quando ia ao ataque, o CAV também era perigoso, com boas jogadas pela direita com Afonso e Palito, e finalizações de Anderson Cavalo.

Aos 24 minutos, o artilheiro recebeu na marca do pênalti e rolou para Palito, que foi travado na hora da finalização. Um minuto depois, para alegria geral da Tura nas arquibancadas e de uma cidade inteira colada no rádio e na televisão, gol do CAV. Após cruzamento de Paulo Josué, o zagueiro Caio César subiu de cabeça e estufou as redes na Rua Javari.

A equipe da casa não sentiu o baque do primeiro gol e continuou atacando, desperdiçando boa oportunidade com Lucas. Depois, aos 30, Gil quase marcou um golaço, após cortar três marcadores e bater colocado. A bola tirou tinta da trave de Thiago Moraes.

Invenção

O nome de José Claudio Calógero ficará por um bom tempo na memória do torcedor do CAV, e por motivos nada bons. Após cobrança de escanteio aos 35 minutos, o zagueiro Diego simulou ser derrubado por Caio César, com direito a grito e tudo. O árbitro não pensou duas vezes e apontou o pênalti, e ainda ergueu o cartão amarelo para o defensor de Votuporanga.

Daniel Costa bateu rasteiro, no meio do gol e empatou. O time de Marcelo Henrique sentiu o gol e em uma bobeira total da zaga, viu, aos 45 minutos, o Juventus chegar à virada. Diego Borges subiu sozinho e venceu Thiago Moraes. E assim, com 2 a 1 no placar, o jogo foi para o intervalo.

2º Tempo

Na etapa final, Marcelo Henrique desfez a escalação com três zagueiros. Paulo Henrique saiu para a entrada de Romarinho. Mas o time ao invés de partir ao ataque, recuou. O castigo veio logo aos oito minutos, em mais uma falha defensiva. Após bola levantada na área, Cavalo tentou o corte, Gil pegou de primeira a sobra e anotou o terceiro gol do Moleque Travesso.

Seis minutos depois, mais um pênalti para o Juventus e zagueiro Caio César foi expulso. Ele tocou um atacante do Juventus na área, que se jogou, valorizando o lance o bastante para o árbitro da partida assinalar mais uma penalidade máxima. Daniel Costa cobrou com perfeição e fez o quarto.

Depois da goleada consolidada, o Juventus passou a reter a bola e esfriou o jogo. Aos 31, Ferrinho foi expulso pela equipe da casa, deixando as duas equipes em igualdade numérica novamente. Mas aos 35, Nathan, aquele que fez “parado na esquina”, e irritou torcedores no Plínio Marin, sem piedade, bateu cruzado e anotou mais um para o Juventus, 5 a 1, placar final.

Violência

Após o jogo, o elenco a Votuporanguense ainda teve que ir até um distrito policial, após o vidro dianteiro do ônibus ser atingido por uma pedra, lançada por um torcedor do Juventus, causando dano. Depois do susto, o time voltou para a concentração. Hoje, treina às 16h, em São Paulo, para solucionar as falhar e pensar na melhor escalação contra a final de amanhã, contra o Grêmio Osasco. Jociano Garofolo/A Cidade

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