Caso Érica: audiência acontece hoje no Fórum de Cardoso, mas não terá a presença do acusado de cometer o crime

O Fórum da Comarca de Cardoso realiza hoje à tarde, a partir das 13h, a audiência de julgamento do latrocínio que vitimou Érica Diogo de Oliveira Guilherme.
Testemunhas de defesa e de acusação serão ouvidas, porém, dificilmente a sentença será proferida pela juiza Helen Komatsu. Isso porque o réu, Wilson Aparecido Rodrigues, acusado de raptar, roubar, matar e ocultar o corpo da mulher, não teve a escolta viabilizada a tempo. A informação é do advogado de defesa.
O caso foi caracterizado como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte, e por essa razão, não será julgado em júri popular, mas em audiências fechadas, em que são ouvidas  testemunhas de defesa e de acusação, para finalmente ser tomado o depoimento do réu. Apenas após isso, é que a juiza poderá, se optar, definir de imediato a sentença.
De acordo com o advogado Juliano Borges, que defende Wilson, a escolta do cliente não foi viabilizada a tempo, por isso, ele não será ouvido.
Desta forma, cabe à juiza marcar nova audiência para ouvir o réu. O advogado voltou a afirmar que não pretende provar a negativa de autoria, mas que sustenta a tese de que Wilson é semi-imputável, ou seja, não responde por 100% dos seus atos. Ele pretende provar isso por meio de laudos médicos. “Uma hora ele está bom.
Em outras não. Já foi atestado, inclusive por laudos médicos, que sofre deste transtorno. Wilson possui um tipo de perturbação. Essas crises vão e voltam. Na hora em que ele agiu contra a vítima, provavelmente estava sofrendo estes transtornos. Por isso vamos pedir um tratamento diferenciado, um acompanhamento ambulatorial caso ele seja condenado”, disse Borges. Se for considerado insano, o réu pode, ao invés de cumprir pena em um presídio, ser enviado para tratamento em um hospital psiquiátrico. 
O advogado afirmou anteriormente que a família sabia do estado psicológico de Wilson. Seu cliente, inclusive, teria começado um tratamento para melhorar estes lapsos. “A família sabia. Ele chegou a fazer tratamentos, mas quando o crime aconteceu, havia abandonado”
O crime teve início em Votuporanga, no rapto de Érica do estacionamento de um supermercado na avenida Brasil, mas a morte dela foi consumada no município de Cardoso, no dia 20 de dezembro de 2012. Desta forma, será julgado no Fórum daquela cidade. Jociano Garofolo

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