Caso Emanuella: mãe acusada de matar a filha vai a júri

Considerada a principal responsável pela morte da própria filha de um ano e quatro meses.

Mãe e primo serão julgados pelo Tribunal de Júri sem data marcada. No despacho publicado nesta terça-feira (28) a juíza titular da 5º Vara Criminal de Rio Preto pronunciou, Aline Souza Silva, 19 anos, e o jovem de 26, Augusto José Alves, eles são acusados de homicídio qualificado o crime foi em março de 2017 no Vila Toninho.

A menina Emanuella de Souza Santos deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA/Vila Toninho) durante a noite do dia 04 março, já sem vida e com diversos hematomas no corpo.

O TJ (Tribunal de Justiça) decretou o sigilo do caso.

Equipes tentaram reanimar a bebê, porém não conseguiram. A criança foi trazida pela mãe Ao constatarem que a menina aprestava marcas de violência decidiram acionar a PM (Polícia Militar).

Enquanto era registrado a ocorrência investigações preliminares levaram o delegado Eder Galavotti até a residência onde vivia Emanuella, objetos foram recolhidos para exame pericial e produção de provas juntadas na ação penal.

Naquela oportunidade, a mãe agora ré, disse que a menina sofreu uma queda do sofá e que havia sido agredida pelo irmão mais velho em casa.

A versão dela foi confrontada com os laudos do IML (Instituto Médico Legal) ao revelar que Emanuella morreu vítima de traumatismo craniano e outra série de agressões.

ASSUMIU SOZINHA

Quase dez dias depois do delito a mulher assumiu o crime para a delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Dálice Aparecida Ceron, que pediu ao juiz da comarca a prisão da acusada.

“Pudemos ter a certeza de que a essa moça indiciada agiu sozinha nos atos de violência. Alega queda da criança, houve socos, ela [Emanuella] relutava em seus braços e acabou indo ao chão, participação do parente não isenta ele de culpa, ela [mãe] disse que estava transtornada que a criança era arredia, esse é o relato”, afirma a delegada Dálice Ceron.

Aline Souza continua aguardando o resultado do julgamento, presa numa cela da cadeia de mulheres construída em Nhandeara-SP no interior de São Paulo.

A delegada entende que a mãe da menina foi negligente e que ela não queria colaborar com a conclusão do inquérito da Polícia Civil.

Na fala da policial civil a mãe da menina a todo tempo se demonstrou indiferente enquanto relatava a conduta violenta.

O advogado João Dias que também cuida de outros casos de repercussão na cidade de Rio Preto, tem evitado se manifestar por telefone. O endereço de seu escritório também não foi informado. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações do outro lado desta história.

Qualificado como depoente no processo o parente, Alves, que morava na casa também acabou preso até a confissão de Aline. A pedido da autoridade policial a Justiça revogou a prisão temporária dele já que não ficou evidente a participação no crime. Ainda sim ele será ouvido pelos sete jurados.

Ao julgar um pedido de habeas corpus da defesa de Alves os desembargadores Hermann Herschander e Marco de Lorenzi da 14º Câmara de Direito Criminal, em abril de 2017, ressaltaram as conclusões de peritos ao confirmar a tese da polícia de que a vítima enquanto era torturada não sofreu violência sexual, “Aludida perícia já foi concluída, com resultado negativo de modo que a fundamentação da prisão não mais se sustenta”.

A reportagem tentou um contato com o criminalista que faz a defesa de Augusto, o advogado, André Luis Barbosa, porém todas as nossas ligações foram direcionadas para secretária eletrônica.

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