Caso de criança encontrada morta ainda sem respostas

Continua sem explicação um dos casos que chocou a população votuporanguense neste ano. No dia 25 de julho, o corpo de um recém-nascido ou feto foi localizado no banheiro feminino da Praça Santa Luzia dentro de uma sacola fechada com vestígios de sangue. 
O caso vem sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher e está sob os cuidados da delegada titular Edna Rita de Oliveira Freitas. “Ainda estamos aguardando os resultados dos exames que estão sendo feito em São Paulo para identificarmos se o corpo encontrado é de um recém-nascido ou um feto”, diz a delegada.
De acordo com a delegada, somente com as conclusões dos exames será possível qualificar qual o crime que o(s) envolvido(s) serão indiciados “Se ficar constado que o bebê morto era um feto, os autores responderão por aborto. Se os exames apontarem que se tratava de um recém-nascido, então o crime se configura como infanticídio”.
Suspeitas
Dias após o crime, a DDM suspeitas foram levantadas. Uma mulher tinha passado por atendimento médico na Santa Casa, com quadro clínico de quem deu a luz há poucos dias. Outra, contou à polícia que sofreu um aborto espontâneo. 
Ao todo, três mulheres eram suspeitas de deixar feto no banheiro “Tínhamos três suspeitas, mas, após investigações, ficou comprovado que elas não tinham ligação”, concluí a delegada.

O caso 
O corpo de uma menina, de aproximadamente seis meses gestação, foi encontrado dentro de um boxe no banheiro público da praça, por volta das 11h.  A criança estava dentro de duas sacolas plásticas, fechadas por dois nós, junto a um absorvente íntimo, com vestígios de sangue. A zeladora responsável pela limpeza do local, que encontrou o bebê.
Segundo a zeladora, a última limpeza no banheiro havia sido feita às 18h do dia anterior. Após isso, ela retornou ao banheiro às 22h, para trancar o portão, como é de costume. A Polícia suspeita que o bebê tenha sido abandonado nesse período, entre às 18h e 22h de segunda-feira (24). 
Na época do crime, a equipe da DDM realizou diligências em hospitais da cidade, em busca de mulheres que poderia ter dado entrada com sinais de parto recente. 
Sem exames, não é possível saber se a criança morreu dentro do banheiro ou pouco antes, ou se foi vítima de um aborto. O corpo recolhido pelo IML (Instituto Médico Legal) para realizar exames necroscópicos. Alex Pelicer alex@acidadedevotuporanga.com.br

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password