Caso da morte de Érica corre em segredo de Justiça

O promotor de Justiça Denis Henrique Silva assumiu a acusação na morte de Érica Diogo de Oliveira Guilherme, de 33 anos. A jovem foi abordada no estacionamento de um supermercado de Votuporanga em dezembro do ano passado, e morta em Cardoso. O caso gerou grande comoção na cidade e região.
O inquérito policial aponta Wilson Aparecido Rodrigues como o possível autor de latrocínio (roubo seguido de morte), que pode lhe render pena de 20 a 30 anos de prisão, e ocultação de cadáver, de um a três, se condenado. O suspeito permanece preso à disposição da Justiça.

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Nesta semana, o jornal A Cidade entrou em contato na promotoria de Cardoso para saber o estágio do processo.

Porém, na única informação obtida era que o promotor do caso, Denis Henrique Silva, estava à frente dos trabalhos, e que o processo, em geral, estava sob segredo de Justiça, o que torna as informações restritas ou não podem ser divulgadas. Silva responde atualmente no MP de Cardoso e Fernandópolis. O promotor não atendeu as ligações e nem retornou os e-mails.

Investigação

A investigação correu pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Votuporanga, na época comandada pelo delegado João Donizete Rossini. O inquérito foi enviado para o Fórum de Cardoso, Comarca onde o crime foi consumado.

Em fevereiro deste ano, a DIG concluiu o inquérito policial sobre o caso. O delegado João Rossini confirmou que foi Wilson Aparecido era o único acusado de ter matado a vítima, sem a ajuda de uma segunda pessoa. Também não foram encontrados vestígios de conjunção carnal e nem de ato libidinoso na vítima. O exame necroscópico apontou que foram cinco os ferimentos encontrados no corpo da vítima. Um na frente, que atingiu o coração e quatro nas costas.

Rossini também esclareceu que não existia motivos ocultos para o crime. O suspeito escolheu Érica aleatoriamente. “Ele afirma que Érica ficou o tempo todo imóvel, e também que matou ela porque não queria ser identificado. Ela teve chances de sair do carro, mas era uma pessoa pacata, simples, e talvez ela tenha pensado no que a polícia sempre divulga, para que as vítimas não reajam”, disse, na época.

Carta precatória

No mês de abril, um expediente judicial uma carta precatória foi remetido ao Fórum de Votuporanga para a inquirição do depoimento judicial das pessoas arroladas no inquérito policial.

A carta precatória é um expediente pelo qual o juiz se dirige ao titular de outra jurisdição que não a sua, para solicitar que seja feita determinada diligência no território.

No caso Érica, como o crime aconteceu em Cardoso, mas as testemunhas eram de Votuporanga, houve necessidade de carta precatória. Nesta fase, além das testemunhas, prestaram depoimento o marido da vítima e o próprio réu.

A precatória tramita pela 3ª Vara. E o juiz José Manuel Ferreira Filho tornou o ato concluso para ser cumprido.

Também está sendo aguardado que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) local solicite a nomeação de defensor(a) para cuidar dos interesses do réu. Alex Pelicer – A Cidade

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