qua, 12 de agosto de 2026

Casal de Rio Preto luta na Justiça para reaver investimento em loteamento de luxo

Um casal de São José do Rio Preto enfrenta uma longa batalha jurídica contra uma empresa de loteamentos após o sonho da casa própria em um condomínio de luxo se transformar em um impasse financeiro. O empresário José Rodrigues Fernandes, de 65 anos, e sua esposa investiram cerca de R$ 173 mil em um terreno adquirido em 2014, mas viram a situação mudar drasticamente em 2020. Com a chegada da pandemia de Covid-19 e o impacto econômico do isolamento social, a família passou a ter dificuldades para arcar com as prestações, que sofriam reajustes acima da inflação.

Antes de recorrer ao Judiciário, o empresário tentou solucionar o problema de forma amigável, propondo a quitação do lote ou uma rescisão equilibrada. Segundo Fernandes, a empresa não aceitou suas contrapropostas e exigia valores que ele considerava abusivos para encerrar o contrato. Diante da falta de acordo e do risco de perder o que já havia sido pago, o casal decidiu mover uma ação judicial em abril de 2020. O advogado da família, Yuri Crepaldi, argumentou que as multas impostas pela loteadora colocavam os consumidores em extrema desvantagem, permitindo que a empresa ficasse com o dinheiro e ainda retomasse o terreno para revendê-lo.

A Justiça deu razão ao casal em janeiro de 2021, determinando que a empresa devolvesse 80% do valor total pago. No entanto, a decisão deu início a uma série de recursos por parte da companhia, que levou o caso ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ao Superior Tribunal de Justiça. Em ambas as instâncias, os pedidos da empresa foram rejeitados. Mesmo com a vitória definitiva nos tribunais em 2023, a família ainda não viu a cor do dinheiro, pois a empresa não realizou o pagamento voluntário determinado pelos juízes.

Atualmente, o processo está na fase de execução, mas os advogados encontram dificuldades para localizar bens ou valores nas contas da organização. Em julho de 2025, a Justiça chegou a determinar medidas extremas, como a apreensão de bens, devido aos indícios de que o patrimônio estaria sendo ocultado. Apesar das decisões favoráveis, o casal segue aguardando o desfecho de um processo que já dura mais de cinco anos, expondo as dificuldades que consumidores enfrentam para fazer valer seus direitos mesmo após sentenças finais.

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