Casa de Estar “Mão Amiga” pede doações de alimentos

As conquistas vêm das doações do Fundo Social da Solidariedade (FSS), do Tiro de Guerra (TG) e do trabalho voluntário que fazem, vendendo produtos de limpeza. “Queremos destacar que sempre estamos precisando de doações de alimentos. Qualquer doação será muito bem vinda e será de grande valor para a gente”.

A Casa de Estar “Mão Amiga”, pede doações de alimentos. Como não é uma comunidade terapêutica, o objetivo é resgatar pessoas que ficam nas ruas e que na maioria das vezes, são usuárias de drogas lícitas e ilícitas. A Secretaria de Direitos Humanos faz parceria com a Instituição.

O presidente da Comunidade, Jerry Aparecido Lau, afirma que muitas pessoas resgatadas pela comunidade conseguiram trabalho e aumentaram a autoestima. “Infelizmente, vários internos preferem voltar ao mundo das drogas. Não podemos prender ninguém na comunidade, porque todos têm o livre-arbítrio, o direito de escolha”, disse. Ele ressalta que as conquistas vêm de doações recebidas do Fundo Social da Solidariedade (FSS), do Tiro de Guerra (TG) e do trabalho voluntário que fazem, com a venda de produtos de limpeza.

Ontem, os profissionais da Mão Amiga resgataram duas pessoas. Um deles trabalhou por quatro anos em uma empresa de Agronegócio e Armazenagem do município. Porém, fez acerto há um mês e gastou R$ 5 mil com futilidades, inclusive com bebidas. “Não estamos interessados no dinheiro e sim na recuperação do interno. Fazemos um serviço social sem cobrar nada de ninguém, mas sempre com a intenção de ajudar as pessoas. Outro resgatado tem 65 anos de idade. Muitas pessoas estão em situações de risco nas praças e na rodoviária, essas pessoas primeiramente vão à Secretaria de Direos Humanos e os assistentes sociais as encaminham para cá. Também temos um interno do município de Cardoso que colocamos para trabalhar em um projeto, ele estava dormindo na rua da prainha daquela cidade quando foi resgatado”, disse o presidente.

Hoje, existem 14 pessoas abrigadas no local. Porém, os profissionais da casa afirmam que a cada dia o número varia. “Amanhã pode ter 20, depois pode ter 10. Tem dia que chegam cinco pessoas de uma vez. Não seguramos, eles ficam à vontade. Teve época de abrigarmos 35, sendo que a capacidade é para 30. Mas quando chegam no portão, não dispensamos, se for preciso colocamos colchões no chão, que aliás, temos 100 que recebemos de doações”, falou Jerry. Além disso, vários internos voltam para a família após se ressocializarem. “Estamos fazendo nosso trabalho e não estamos aqui à toa. Sempre os levamos para fazerem exames, irem ao dentista, ao médico, e tudo mais”, afirma Ramira, também profissional da Casa.

“Falam que somos corajosos por enfrentarmos a situação. As pessoas têm receio de ficar no meio deles, e nós ficamos perto como se fôssemos uma família. O motivo é para que eles não se sintam discriminados. Com isso, eles voltam rapidamente para a família”.

Considerada um apoio à utilidade pública, o trio de profissionais da Mão Amiga se sente realizado com o trabalho. “É uma sensação de: ajudei o interno a voltar a viver”, disse o terapeuta da Casa.

O FSS ajuda a Comunidade com doações de alimentos, como arroz, feijão, macarrão, açúcar, e os outros alimentos são conquistados com a venda dos produtos. Agora, a Comunidade também construiu uma horta no local.

Jerry disse que planeja construir um espaço para fazer um quarto para abrigar mulheres, pois há várias na cidade em situações de risco. O secretário de Direitos Humanos aprovou a construção do quarto. Sobre a venda dos produtos de limpeza, os próprios internos vendem de porta em porta, usando colete da entidade. Vendem em Votuporanga e região. Porém, um responsável está sempre junto para acompanhar.

Apesar dos internos serem livres dentro da própria Casa de Estar, é proibida a entrada de álcool e drogas. Se caso isso acontecer, eles serão punidos: ou se despedem da Mão Amiga, ou vão direto para a Delegacia de Polícia.

Sem verba do Governo do Estado ainda, o trabalho é totalmente diferente de qualquer outra instituição. Para conseguir ajuda do Governo, a Casa precisa de três anos de carência para receber a verba. “Assim que nos estabilizarmos por completo, colocaremos em ordem a questão da vigilância sanitária e do Corpo de Bombeiros”, afirmou Jerry.

Jerry destaca para que a população sempre se lembre de olhar a identificação da Comunidade no colete dos internos que vendem os produtos. Pois haviam desconhecidos usando o nome da Instituição para vender produtos também. “Queremos destacar que sempre estamos precisando de doações de alimentos. Qualquer doação será muito bem vinda e será de grande valor para a gente”, conclui Ramira.

Paola Munhoz/Votunews

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