Carne contribui para o retorno da inflação

Motivado pelo aumento do preço dos alimentos, a inflação de Rio Preto fechou em alta de 0,219% em outubro, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor de Rio Preto (IPC-RP), divulgado ontem pela Prefeitura, Faculdades Integradas Dom Pedro 2º e Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado ocorre depois de seis meses consecutivos de deflação na cidade.

No grupo de alimentos, as altas mais expressivas foram do acém (5,4%) e da alcatra (5,12%). Esses itens têm participação importante no cálculo e contribuíram com 0,060% e 0,047%, respectivamente. No conjunto, o aumento foi de 0,193%. Outro grupo que contribuiu para o desempenho foi o de despesas pessoais, que teve alta de 0,051%. Nele, o aumento de preços do sapato feminino (10,66%) foi o mais impactante para o grupo.

O único grupo que registrou queda foi dos transportes, com -0,062%. Entre os itens que tiveram decréscimo de preço, a maior redução foi no custo da laranja pêra, de 19,1%. Sua contribuição foi de -0,079%. Em seguida, aparece o automóvel, com redução de 1,20%, e a couve, com queda de 58,8%. A participação dos dois no cálculo do IPC foi de -0,076% e -0,032%, respectivamente.

No acumulado do ano, a inflação está em 2,63%. E, nos últimos 12 meses, em 2,75%. A economista Emília de Toledo Leme afirma que o resultado do mês já era esperado, visto que o período atual é de maior aquecimento da demanda, o que gera pressões de preços. “O interessante é observar que o resultado anual está dentro do esperado, numa situação de controle. A previsão é de fechar com inflação pouco superior a 3%”, disse.

Terceira idade

A inflação que mede o custo de vida da população da terceira idade em Rio Preto também fechou o mês em alta, de 0,294%. No ano, o acumulado é de 2,042% e, nos últimos 12 meses, 2,26%. O resultado foi gerado pelos mesmos grupos. A diferença é que o peso é diferente. Para os idosos, a alimentação tem um peso maior, de 44,8%, enquanto no IPC geral é de 33,6%. Para o cálculo das variações mensais, leva-se em consideração uma amostra total de cerca de 20 mil cotações de preços.

 

Liza Mirella – Diário da Região

 

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