Carlão faz duras críticas à situação do município

O deputado estadual Carlão Pignatari foi o convidado de ontem, da Rádio Clube FM. Inspirado, disparou duras críticas à atual situação do município. Asfalto ruim, ameaça de desbarrancamento, “erros grotescos” na execução de projetos, entre outros problemas foram apontados pelo ex-prefeito e atual líder do PSDB na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Para ele, uma das principais dificuldades do prefeito Junior Marão é não elencar prioridades. “Marão está no último ano. Disse a ele que temos várias obras que começaram e não terminaram. Tem que ser solucionado. Não dá pra terminar tudo? Prioriza. Termina as que dá e para as outras. Fala a verdade para a população: Não dá! Não conseguimos fazer! Não adianta falar que vai fazer tudo e não conseguir nada”.

Chuvas
Os transtornos causados pelas chuvas também foram abordados durante a entrevista concedida aos locutores Antonio Carlos de Camargo e Osmar Cunha. “Votuporanga tem que definir prioridades. Toda vez que chove causa transtorno. Precisa ter previsão e solucionar o problema. Essa inundação é um problema antigo. Terrível”.

Estrada do 27
“A vicinal é de responsabilidade do município, mas o Estado tem que ser parceiro. Marão fez proposta em meados de dezembro, o governador aceitou e ficou de acertar com a usina, para que possamos solucionar essa vergonha”.

Alças
Sobre as alças de acesso à Rodovia Péricles Belini, Carlão dispara: “Houve erro grotesco no projeto. Não poderia ter sido autorizado fazer daquela maneira. Deveria ter havido uma briga. Eu não sabia, porque não estava aqui. Nós fizemos rodovia que passa por Votuporanga. Não tem entrada, nem saída. É absurdo”.
Questionado pelo locutor Osmar Cunha sobre a experiência dos engenheiros do DER (Departamento de Estradas e Rodagens), Carlão defende que o erro foi não ter executado o projeto inicial, que era completo e continha as alças e pontilhões.
“O projeto não foi feito completo; foi escolha. O completo, que será licitado em março, dará todas as alças de acesso, porque são pelas marginais. Você não pode tirar o cara da pista dupla, por causa de aceleração. Você tem que ter outro pontilhão, da estrada de Valentim Gentil, que passa por cima, unindo na Targino Granja, e aquelas marginais onde você faz as entradas e saídas da nossa cidade. Vi no jornal que a Prefeitura iria fazer as alças provisoriamente. Não passei lá, mas vou levar o Valdir Petenucci, pois tem que haver uma colocação disso. Você não pode fazer asfalto ligando a cidade à uma rodovia de alta velocidade que é uma pista dupla, mas pode dar uma melhorada até que seja feito o projeto completo, que imagino que não coube no orçamento e o município escolheu fazer dessa forma”.
Segundo Carlão, o projeto inicial era “muito bonito” e contemplava “um viaduto que vem da estrada de Valentim Gentil, de 140 metros, lindo, passando por cima das duas pistas duplas”.
Para ele, a culpa é dos dois lados. “Houve erro grotesco do Estado e da nossa parte também. Tínhamos compromisso de que, quando terminasse a rodovia, se fizesse aquilo [viaduto], mas com a dificuldade financeira não foi cumprido o que o superintendente do DER tinha prometido”.
Carlão adianta que haverá entrada na Avenida Onofre de Paula e um novo acesso pela Av. 9 de Julho.

Atalho permanente
“A SP-320 é a mesma coisa. Quando você chega a Votuporanga, você não tem entrada. Na frente da base da Polícia Rodoviária, é um atalho. No mapa não existe aquela entrada”. Porém, ele cobra providências. “Tem que ser resolvido. Há quantos anos há isso?”

Asfalto
Carlão não poupa críticas quando o assunto é o asfalto. “As ruas não estão em situação boa, precisamos investir mais em recapeamento, em fazer com que as pessoas tenham trafegabilidade melhor”.

Novo problema
“Passei na SP-320, perto do hotel, ao lado da marginal, pode haver um desbarrancamento. A Prefeitura tem que tomar providências, para não haver outro transtorno e virar erosão. Aquilo é um problema muito sério”.

IAMSPE
Questionado sobre a dificuldade de usuários do IAMSPE em conseguir marcar exames e consultas, Pignatari promete checar o que está ocorrendo. “Não tive reclamações, mas vou ver. O problema é que os outros hospitais da região (Jales, Fernandópolis, Andradina) por falta de recursos financeiros. E tudo isso vem para Votuporanga. Não é possível”.

Foco
“Se eu pudesse elencar, as prioridades seriam: a inundação da rua Padre Paranhos, para começar em março, para não acontecer o que houve em Rio Preto; e a Estrada do 27.
Sobre a Péricles Belini, em março sai licitação da SP-461, com todas as alças e pontilhões. Temos que pensar também em fechar o trevo de Parisi, que é um cruzamento perigosíssimo. Fazer trevo fechado, obrigando que todo mundo entre na Rotatória, para não haver cruzamento em rodovia”.

Trevão
Sobre as reclamações de comerciantes localizados na marginal do Auto Posto Trevão, Carlão deixa claro: “Destinei recursos para aquela localidade. Agora é a Prefeitura que tem que fazer o resto. Tem que resolver o problema”.

Candidato?
Embora tenha seu nome ventilado como futuro candidato a prefeito de Votuporanga, Carlão nega que esteja pensando nisso neste momento. “Tem que haver uma discussão dentro do nosso grupo político. Não sou eu que tenho que tomar uma decisão”, afirma, tentando dispersar o assunto, mas logo emenda: “A cidade melhorou muito nesses últimos 16 anos”.
“A partir de março, chega a hora de fazer uma discussão pontual. Vamos definir quem seria um melhor sucessor para o prefeito Junior Marão”.

2016
Carlão começou a entrevista dando boas vindas a 2016 e lamentando os erros grotescos na política, no ano passado. “Espero que 2016 seja melhor, tanto na política quanto economia, pra devolver empregos à população”.
Carlão abordou ainda a seca hídrica e a reforma escolar, que ele definiu como “plano ótimo, porém, mal conduzido”.
“Uma pena. Era um ótimo projeto. Disse que tinha que haver comunicação e discussão com cada uma das escolas. No interior, não ia alterar muita coisa. Mas na capital, quando muda referência, acaba trazendo transtorno. Mas isso poderia ser feito paulatinamente. Infelizmente quem vai perder é a Educação de São Paulo”.

Temas
Sua indicação à presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo, a participação dele como relator do Projeto do Orçamento do Estado para 2016 e a ocupação dos sem terras na região também foram abordados durante a entrevista. Fernanda Ribeiro Ishikawa/Diário de Votuporanga.

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