Cai número de acidentes de trânsito em Votuporanga

De janeiro a agosto do ano passado foram 806 ocorrências com vítimas; no mesmo período, mas em 2014, foram 689

Na manhã de ontem, o especialista em trânsito urbano e cabo da Polícia Militar de Votuporanga, José Carlos da Silva Stefanuti, ministrou, na base da PM, uma palestra sobre infrações dos motoristas da cidade. O capitão da PM, Edson Fávero, fez a abertura da palestra, mostrando a necessidade de se debater mais o tema. Os acidentes de trânsito diminuíram. De janeiro a agosto do ano passado foram 806 ocorrências com vítimas. No mesmo período em 2014, foram 689. Os acidentes sem vítima foram 569 em 2013, e neste ano, 475. Já atropelamentos foram 35 registros em 2013 e em 2014, 38.

Com relação às multas por embriagues ao volante, de janeiro a dezembro do ano passado, foram 209 infrações. Em 2014, até agosto, foram 171 registros.

Stefanuti contou que existe um amplo trabalho para se reduzir os acidentes na cidade: engenharia (mudar o fluxo onde for necessário); fiscalização, envolvendo policiais militares, agentes da Prefeitura, Atividade Delegada e Dejen (trabalho semelhante à Atividade Delegada, mas paga pelo Estado); e educação, que em sua opinião é primordial. “Vejo que os motoristas não param para que o pedestre atravesse pela faixa. Sonho que um dia exista na cidade motoristas mais educados”, falou.

Ele ainda contou que deveria ser implantado nas escolas aulas de educação de trânsito. “Hoje, a gente só aprender sobre leis quando vai tirar a CNH. Tinha que ser antes”, destacou.

Estiveram presentes o secretário de Trânsito, Transporte e Segurança, Alberto Casali, e os agentes municipais de fiscalização de trânsito. O presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança), Dirceu Camargo, também prestigiou a palestra, assim como representantes de sindicatos.

Stefanuti disse que 90% dos acidentes ocorrem por atitudes humanas, 6% devido às condições dos veículos e 4% pela via. Segundo o cabo, 5 milhões de pessoas morrem por causas violentas a cada ano. São 1,3 milhões de vítimas fatais; 815 mil suicídios; 520 mil assassinatos e 310 mil mortes por guerras e conflitos. “Se somarmos todas estas mortes, não chegamos à quantidade de pessoas que morrem vítimas de acidentes de trânsito”, destacou.

Ele contou mais uma vez que álcool e direção não combinam. “O álcool deixa o campo visual embaçado e prejudica a visão noturna; o motorista alcoolizado tem déficit de atenção; perde a noção dos riscos e deixa de avaliar perigos reais; também tem afetadas as funções motoras e os reflexos ficam mais lentos; e fica mais sonolento”, falou.

Explicou  a eliminação do álcool pelo organismo demora de 6 a 8 horas, dependente da quantidade e do teor alcoólico. Quando o álcool já está no sangue não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos.

Karolline Bianconi

karol@acidadevotuporanga.com.br

 

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