Brasil perde 40% da água por ineficiência operacional

A ineficiência operacional das concessionárias de saneamento brasileiras provoca uma perda média de cerca de 40% na oferta de água no Brasil, aponta estudo divulgado nessa quinta-feira (27) pela consultoria GO Associados a pedido da International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial.

Os prejuízos são provocados apenas por perdas de água, causadas em sua maior parte por fraudes, furos na tubulação e deficiências operacionais. A ineficiência energética também causa prejuízos, apontou o estudo, uma vez que a energia é o principal insumo nos custos das empresas de saneamento.

Caso houvesse um “esforço nacional” para reduzir as perdas de água e aumentar a eficiência energética, os ganhos potenciais poderiam chegar a R$ 37 bilhões até 2025, com redução de 50% das perdas correntes, informou.

Mesmo com uma diminuição menor das perdas, de 25% até 2025, os ganhos chegariam a quase R$ 21 bilhões, afirmou o estudo. Na visão do IFC, os modelos atuais de contratação de programas de redução de perdas não têm se mostrado eficientes.

“É preciso desenvolver modelos que auxiliem as concessionárias a financiar  seus investimentos em redução de perdas”, afirmou por meio de nota o executivo sênior da IFC, Rogerio Pilotto.

Reuters

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