Brasil e Itália medem forças em Salvador

No clássico entre Brasil e Itália na Arena Fonte Nova, em Salvador, neste sábado (22/06), o que está em jogo não é só o prestígio de duas grandes nações futebolísticas, do pentacampeão contra o tetracampeão do mundo, mas também a liderança do Grupo A. Traduzindo: o embate vai decidir quem terá que enfrentar o “bicho papão” Espanha já na semifinal.

Ambos têm seis pontos após duas vitórias, mas quem vencer muito provavelmente não terá que cruzar nas semifinais o caminho da equipe campeã do mundo, melhor colocada do Grupo B.
Após os 3 a 0 contra o Japão e a vitória por 2 a 0 contra o México, a seleção brasileira só precisa de um empate para superar os italianos no saldo de gols, escapando, por enquanto, de encarar a Fúria.

Sem medo da Espanha
Mas o coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, garante não ter medo da Espanha e diz que mal pode esperar para encontrá-la em campo. “Estou torcendo para que esse jogo aconteça, para medirmos força com o atual campeão do mundo”, afirmou em entrevista coletiva nesta quinta-feira.
O atacante italiano Sebastian Giovinco não quer pensar ainda num eventual duelo nas semifinais da Copa das Confederações com a Espanha, que definiu como a equipe mais forte do mundo. “Não estamos pensando em quem pode ser o próximo rival”, desconversou o autor do gol decisivo do difícil 4 a 3 contra o Japão na quarta-feira. Ele deixou, assim, claro que está com os pensamentos voltados para o duelo com o Brasil.



Itália desfalcada
A Itália jogará com dois importantes desfalques. Além do volante Daniele De Rossi, suspenso por ter tomado dois cartões amarelos, o meia Andrea Pirlo, maestro da equipe, não estará em campo após sentir uma lesão na panturrilha direita. O chefe do departamento médico italiano, Enrico Catellacci, tem esperanças de que o jogador, de 34 anos, possa estar em forma para jogar a semifinal.
O calor brasileiro é outra preocupação do treinador italiano, Cesare Prandelli. “Talvez tivesse que haver mais dias de descanso”, propôs após o jogo contra o Japão, em que os italianos começaram perdendo por 2 a 0 e conseguiram vencer com um gol nos últimos minutos. “Esse é um país quente, e os jogadores necessitam de mais tempo para recarregar suas baterias”, constatou o treinador, que tem reclamado da condição física de sua equipe, desgastada pela longa temporada europeia.
A vitória no Grupo A, aliás, também traz outra vantagem, que seria uma partida de semifinal na quarta-feira, que dá direito a um dia a mais de descanso em relação ao segundo finalista, para a grande final.

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password