Bombeiros procuram dois pescadores desaparecidos

O Corpo de Bombeiros de Fernandópolis está fazendo busca há três dias para descobrir o paradeiros de dois pescadores que estão desaparecidos desde o sábado à tarde, dia 1º de agosto, no Rio Grande, próximo à cidade de Ouroeste.

De acordo com informações dos bombeiros, os dois pescadores estavam em um barranco, às margens do Rio Grande, quando foram surpreendidos com a subida repentina do nível das águas.

Conhecidos como Agemiro Lirio, 82 anos, e Carlos Aguiar, 42 anos, os dois pescadores tinham como costume, sempre aos finais de semana, pescar no Rio Grande, onde ficam instalados ranchos de recreio.

Testemunhas disseram que foram acionadas as sirenes das Usina Água Vermelha, para avisar a abertura das comportas. E, assim, acionar parte das seis turbinas de geração de energia elétrica.

Os dois pescadores teriam tentado sair a tempo, de barco, da região que seria alagada, mas não conseguiram e teriam sido atingidos pelas águas que subiram em até dois metros o nível.

O Corpo de Bombeiros diz que tem enviado equipe de cinco mergulhadores para vasculhar toda a extensão do Rio Grande, na região próxima de Ouroeste.

A mulher do pescador Carlos, Ângela Aguiar, tem cobrado mais empenho dos bombeiros para localização dos desaparecidos.

 

Outro lado – Em resposta ao Diário da Região, a emppresa AES Tietê, responsável pela Usina Vermelha, afirma por meio de nota que lamenta o ocorrido e, tão logo ficou sabendo do acidente, acionou o Corpo de Bombeiros e Polícias Ambiental e Militar. Ainda, informa que os pescadores estavam fora da área de segurança da empresa e que não houve abertura de comportas na usina hidrelétrica de Água Vermelha.

A AES Tietê diz que constantemente alerta sobre os riscos de nadar e pescar nas áreas de segurança dos reservatórios das usinas. Sem os devidos cuidados, o que seria diversão pode se tornar uma atividade perigosa e oferecer riscos de acidentes e afogamentos. Toda área de segurança do reservatório – 1 km acima e abaixo da usina – está devidamente sinalizada, informando que é proibido o nado e a pesca, diz a empresa.

Além da sinalização, todos os anos, a AES Tietê diz que faz campanha de segurança para alertar a população do entorno dos reservatórios, com veiculação de mensagens em jornais, rádios locais e panfletagem nas cidades.

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