‘Bolha’ do Thermas vai passar por perícia

O delegado titular de Olímpia, Marcelo Pupo de Paula, pediu perícia no brinquedo “bolha gigante” do Thermas dos Laranjais. Foi nessa atração que o empresário Carlos Alberto Magon, 49 anos, sofreu um grave acidente que o deixou tetraplégico. O caso aconteceu no último dia 21.

Os peritos vão avaliar as condições de segurança do brinquedo. Os dados serão anexados no inquérito que investiga as causas do acidente de Magon. “Queremos saber que tipo de segurança oferece ao usuário. É um brinquedo que tem provocado muitos acidentes porque a piscina de queda tem pouca profundidade”, disse. Os peritos devem ir ao clube no início da próxima semana.

O empresário se divertia com a família nas águas termais quando resolveu participar da “bolha gigante”. Ele caiu, teria batido a cabeça no fundo da piscina e fraturado o pescoço, com isso perdeu os movimentos dos braços e pernas. Magon está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Austa.

A atração do Thermas é considerada radical pelo clube, mas pode ser utilizado por crianças acima dos seis anos de idade. A brincadeira consiste em escalar uma bolha inflável de quatro metros de altura utilizando cordas e depois escorregar até uma piscina de cerca de um metro de profundidade.

A reportagem tenta contato com o clube desde a última quinta-feira com objetivo de questionar sobre a segurança oferecida pelo brinquedo e o atendimento prestado a Magon, porém até a tarde de ontem ninguém do clube foi encontrado para falar sobre o assunto. O e-mail enviado ao departamento de marketing também não foi respondido.

Abalados

O empresário é morador de São Bernardo do Campo e passava o fim de semana com a família em Olímpia quando sofreu o acidente. A mulher da vítima, Solange Cristina Machado Magon, 42 anos, estava perto e viu quando o marido sofreu o acidente. Alegando estar abalada, ela evitar falar sobre o acidente. “Não está sendo fácil e ele está em um momento crítico no hospital”, disse.

A empresária afirmou ainda que a família dará uma coletiva de imprensa quando Magon se recuperar. “Depois que isso passar vamos falar tudo e contar como aconteceu exatamente”, afirmou. No boletim de ocorrência, os familiares alegam que não havia monitores nem vigias no brinquedo no momento do acidente.

Créditos da matéria: Diário da Região

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