qua, 12 de agosto de 2026

Biometria garante segurança nas eleições de 2026, mas falta de cadastro não impede o voto

A tecnologia de identificação biométrica volta a ser adotada em todas as seções eleitorais do país nas eleições deste ano para reforçar a segurança do processo de votação e coibir tentativas de fraude. O sistema, que começou a ser implementado pela Justiça Eleitoral em 2008, utiliza as impressões digitais para confirmar a identidade dos cidadãos, impedindo que uma pessoa se passe por outra e permitindo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificar eventuais registros duplicados no banco de dados.

Apesar da ampla utilização do recurso, a ausência da biometria cadastrada não impede o exercício do voto. Quem estiver com o título de eleitor em situação regular pode votar normalmente, devendo apenas apresentar um documento oficial de identificação com foto na mesa receptora. Nos casos em que o eleitor já possui o cadastro, mas a urna eletrônica enfrenta dificuldades para reconhecer a digital, os mesários podem repetir a tentativa de leitura biométrica até quatro vezes. Caso o sistema continue sem reconhecer a digital, a identidade do votante será confirmada por meio da checagem dos dados cadastrais, permitindo a liberação da urna mediante assinatura do caderno de votação ou registro da impressão digital no documento.

Para este pleito, o período para o cadastramento das impressões digitais, fotografia e assinatura já se encerrou, visto que o prazo limite da Justiça Eleitoral expirou em maio. Os eleitores que ainda não realizaram o procedimento devem aguardar o término do período eleitoral para procurar um cartório e regularizar os dados biométricos para as próximas eleições.

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