Beatriz precisa urgentemente de um transplante de medula

Menina de dois anos e cinco meses teve alta no dia 12 do tratamento de leucemia. No último sábado, porém, os pais souberam que a doença voltou

 

A luta da pequena Beatriz Migliari de Lima Nascimento, de dois anos e cinco meses, recomeçou menos de duas semanas após ter alta do tratamento de leucemia linfoide aguda. Ela foi liberada em 12 de novembro, porém na noite de sábado, 25, acordou com dores na perna. O pai correu com a filha para o Hospital da Criança e Maternidade (HCM). O diagnóstico inesperado tirou o chão da família: o câncer no sangue havia retornado.

Agora, os pais correm contra o tempo para conseguir um doador de medula óssea para a garotinha. Quanto mais pessoas cadastradas, maiores as chances. As chances do paciente encontrar um doador compatível são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média.

A doença da menina foi diagnosticada aos sete meses durante exames para descobrir as causas de uma tosse que não ia embora. Foram quase dois anos de tratamento e batalha dos pais Giuliana Migliari de Lima, 32 anos, e Thiago Valério do Nascimento, 37, motorista do Samu. A criança tem outros dois irmãos, Thainá e Gabriel, de 12 e 7 anos, com quem brincou sábado durante todo o dia. “São muito apegados, fazem as coisas juntos”, conta o pai.

No dia 12, Bia teve alta e os exames estavam normais. A esperança era que ela precisasse apenas ser monitorada, fazendo exames periódicos, mas teve dores na perna. Exames no HCM informaram que os leucócitos, células atingidas pela leucemia, estavam novamente alterados.

A garotinha está internada na UTI do HCM, respirando sozinha e sendo medicada para que o quadro, considerado grave, seja estabilizado e a quimioterapia possa ter início. O doador é necessário para que a pequena possa viver. Família e amigos estão fazendo campanha nas redes sociais incentivando o cadastro para doação. Thiago diz que a filha está estável. “Eu vou virar o mundo de ponta-cabeça, vou achar o doador, eu prometi para ela. É minha vida, meu tudo, meu chão”, fala, emocionado.

A avó materna de Bia, a enfermeira Eliane Migliari de Lima, de 58 anos, não perde a esperança. “Confiamos em Deus e na medicina que a gente vai conseguir driblar essa doença novamente e que ela seja 100% curada.”

A leucemia é o tipo de câncer mais comum entre as crianças. Muitas vezes de origem genética, na maioria dos casos aparece sem nenhuma doença prévia. A medula começa a produzir células doentes em vez de saudáveis. Enquanto os leucócitos (células brancas, responsáveis pela defesa do organismo) existem em doses altíssimas, as plaquetas baixam e o paciente apresenta anemia.

“A ideia do transplante é substituir a medula óssea doente, cheia de doenças cancerosas, por uma saudável que vai vir de um doador”, explica Flávio Augusto Naoum, diretor do Instituto Naoum de Hematologia e professor da Faceres. Antes do procedimento, único transplante que não é cirúrgico, o paciente precisa ficar em isolamento, pois passa por uma quimioterapia intensa e tóxica, que baixa muito a imunidade, para limpar a medula doente.

O doador e o receptor precisam ser bastante compatíveis para o transplante ser bem sucedido. Essa compatibilidade é avaliada pelo HLA, proteínas que dão “identidade” às células. É raro, mas existem identidade celulares bastante parecidas.

Millena Grigoleti – diarioweb.com.br

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