“Barba” será julgado pela morte de comerciante em maio

Rogério Pereira Nascimento, conhecido por “Barba”, vai a júri popular no mês que vem pelo assassinato, com mais de dez facadas, do comerciante André Luis Lopes Molina, no interior de uma loja conveniência em frente à praça São Bento. O crime aconteceu em junho de 2012. Segundo decisão da Justiça, o julgamento terá início às 9h do dia 10 de maio.

Segundo definido pelo juiz de Direito Jorge Canil, o sorteio dos 25 nomes que deverão comparecer ao tribunal, para a formação do Conselho de Sentença, foi agendado para o dia 16 de abril, às 13h15, na Sala de Audiências da Primeira Vara. A acusação será representada pelo promotor de Justiça Cleber Takashi Murakawa. Já a defesa de Barba fica por conta dos advogados Gésus Grecco, Douglas Pontes e Edmilson Marcos de Oliveira.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Barba vai responder por homicídio triplamente qualificado do comerciante André Molina. Segundo a versão da acusação, Barba teria prestado serviços como segurança na loja de conveniência de propriedade da vítima, sendo dispensado pelo comerciante, após ter se afastado para tratamento de uma hérnia umbilical.

André também teria demitido, em período anterior ao crime, a mãe de Barba, a qual trabalhou no caixa do estabelecimento. Ainda segundo a denúncia, na data dos fatos, por volta das 20h15, Rogério Pereira estava na loja e se desentendeu com a vítima, em horário que o estabelecimento não estava funcionando. Barba, em poder de uma faca, desferiu vários golpes de faca contra André Luiz, atingindo-o em diversas partes do corpo, principalmente nas costas, nuca, pescoço e braços. Na sequência, Barba fugiu do local, levando consigo a arma utilizada no crime.

A vítima, mesmo com intenso sangramento, conseguiu passar pelos cômodos do estabelecimento e tentou pedir por socorro, arrastando-se até a calçada. Em seguida, André permaneceu caído, agonizando na presença de populares, mas conseguiu revelar o nome do seu algoz, o Barba.  Para a Acusação, Barba não tolerava a dispensa do serviço e as circunstâncias da demissão da mãe, acabando o desacerto trabalhista com a morte do ex-patrão.

 

Legítima defesa

Barba ficou foragido por cerca de um mês, se entregando às autoridades no dia 19 de junho de 2012. Antes disso, ele se apresentou à DIG (Delegacia de Investigações Gerais), assumiu ao delegado que cometeu o homicídio e alegou que o ato ocorreu em legítima defesa. Segundo a versão apresentada por ele, houve discussão com a vítima devido um desacordo trabalhista, após iniciarem luta corporal, pegou uma faca e aplicou os golpes contra André. “Segundo o suspeito, a vítima teria xingado a mãe e o filho dele e iniciado as agressões”, explicou o delegado.

Em entrevista à imprensa, os advogados Douglas Teodoro Fontes e Edmilson Marcos de Oliveira afirmaram que Barba também se feriu e que a vítima também teria pegado uma faca. Sobre a quantidade de facadas desferidas contra a vítima, que provocaram sua morte, os advogados disseram que Barba agiu sob forte emoção, destempero e estresse por causa da luta corporal. Questionados pela imprensa sobre o motivo do crime, os advogados relataram que realmente a discussão começou por causa de questão trabalhista. Jociano Garofolo – A Cidade

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