“Barba” se apresenta à polícia e alega legítima defesa

Na manhã de ontem, o até então suspeito de ter assassinado o comerciante André Luiz Lopes Molina se apresentou à polícia – DIG, para confessar o crime. Rogério Pereira Nascimento, conhecido como “Barba”, se apresentou por volta das 10h e, apareceu acompanhado de dois advogados e, pouco mais tarde, um terceiro profissional apareceu para auxiliar na hora de prestar depoimento.

Ao todo, “Barba” será representado e defendido pelos advogados, Gésus Grecco; Douglas Teodoro Fontes;  Alan Rodrigo Borim e Edmilson Marcos Alves de Oliveira. Em entrevista exclusiva à reportagem do Diário de Votuporanga, dois dos advogados que estavam presentes na hora da apresentação ao Delegado, João Donizete Rossini, explicaram o que o cliente havia contado em depoimento.

Versão do Crime

Os defensores, Douglas e Edmilson, afirmaram que Rogério havia se apresentado espontaneamente e alegaram que o cliente agiu em legítima defesa, pois segundo “Barba”, os dois iniciaram uma discussão devido a problemas trabalhistas. Segundo os advogados, Rogério contou que havia uma questão trabalhista, pois a mãe que trabalhava como caixa na conveniência, o filho, que trabalhava como repositor de mercadorias no mesmo local, além dele mesmo, como segurança, iriam entrar com ação judicial por terem sido demitidos, porém, segundo ele, havia se comprometido a desistir da ação, mas que não podia intervir perante a mãe e o filho, pois era direito deles.

Os advogados contaram ainda à Reportagem do Diário de Votuporanga que na noite do crime, Rogério parou para atender a uma ligação da mãe, próximo à conveniência e André, que estava lavando o local, o viu e chamou para que entrasse com ele no estabelecimento onde poderiam conversar sobre a situação trabalhista da família.

Ainda segundo “Barba”, ao entrarem na loja, André apagou as luzes deixando apenas a dos freezeres acessas, alegando que assim ninguém os veria conversando e os incomodariam.

A defesa alega que o segurança agiu em legítima defesa e que a vítima começou a discussão e ambos pegaram uma faca cada um, sendo uma na pia e a outra, que estava sendo usada para abrir fardos de bebida.

“A faca achada no local não é a usada no crime por Rogério. A que ele usou, ele descartou em alguma lixeira da cidade”, afirma Douglas. Ele explica que “Barba” com medo da polícia descartou a faca e conta ainda que o cliente também sofreu lesões pelo corpo, pois ambos possuíam facas na hora do calor da discussão.

Fim do depoimento

Rogério, ex-chefe da segurança de uma casa noturna da cidade, deixou a delegacia por volta das 13h, em liberdade. De acordo com os defensores, ele se apresentou à DIG, após as 48h e também após as diligências da polícia terem acabado, ou seja, não estava mais sendo procurado, por este motivo, irá aguardar o julgamento e parecer da polícia em liberdade.

“Ele estará à disposição da polícia para qualquer esclarecimento. Provavelmente ele vá responder em liberdade devido a não ter antecedentes criminais, etc”, finaliza. Já o delegado, João Donizete Rossini, afirma que aguardará a conclusão do laudo da Polícia Científica e IML, além de outras provas, para concluir o inquérito e encaminhar ao Ministério Público. (Luciana Tambuque – Diário de Votuporanga).

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