Banda larga fixa ganha 10 mil pontos em oito anos

Segundo a Anatel, em 2007, o município tinha 4.456 locais ligados na internet, atualmente já são 14.471 disponíveis

O avanço do acesso à internet no Brasil é resultado da necessidade que há hoje para a realização de pesquisas, trabalho e também manter contato com amigos e familiares por meio das redes sociais. O crescimento da banda larga fixa na cidade pode ser notado por dados disponibilizados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), em 2007, Votuporanga tinha 4.456 pontos, em 2010 eram 10.770 e em março de 2015, 14.471. São 10 mil pontos a mais em oito anos.

A Anatel não possui dados da internet móvel, se fosse possível somar também este tipo de acesso, os números seriam ainda maiores.

Para Márcio Henrique Ramalho Matta, administrador da empresa GB Virtual, a economia mundial hoje funciona de forma interconectada e a cada dia é mais imprescindível ao ser humano o uso da tecnologia. “Ela facilita nas pesquisas e compras. As vendas das grandes redes pela internet têm crescido 20% ao ano”, destacou.

Marcos comentou ainda que a rede ajuda a economizar tempo. “Você consegue visitar várias lojas, consultar preços e produtos, em pouco tempo e sem ter que sair de casa”.

O administrador da GD Virtual contou que há três níveis de pessoas, aqueles que não têm interesse nenhum em tecnologia, os migrantes digitais, que nasceram antes do surgimento da internet e se adaptaram ao uso desta ferramenta e os ativos, que são as crianças que já nascem hoje no mundo virtual e utilizam o computador sem ao menos precisar de um curso.

“Podemos até não querer estar na internet, mas o cliente quer que as empresas e lojas estejam lá. Sem contar que o universo virtual não distingue classe social. Há pessoas que têm vergonha de entrar em algumas lojas, mas se ela tiver um site, vai pesquisar e até comprar lá”, frisou.

Marcos disse também que a facilidade em encontrar produtos mais baratos na internet é maior. “O custo para manter uma loja fixa é outro, é preciso pagar aluguel do prédio, salário do funcionário e tudo isso não ajuda na hora de colocar um preço menor ao que está à venda”, falou.

Sem contar que o tempo de espera para receber produtos adquiridos pela internet está cada vez menor.

Porém, Marcos disse que o acesso à banda larga no Brasil ainda é cara e o serviço não possui a agilidade e qualidade do mesmo oferecido em países como Estados Unidos e Japão, por exemplo. “Ainda estamos engatinhando na tecnologia e as multinacionais poderiam tentar oferecer um serviço melhor e mais barato aos brasileiros”, frisou.

Outro ponto fundamental destacado por Marcos para a grande quantidade de gente ligada na internet são as redes sociais, que interligam as pessoas e causam o interesse e desejo pelo acesso. Leidiane Sabino/A Cidade

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