qua, 12 de agosto de 2026

Banco ligado a Edir Macedo é alvo de operação da PF; Justiça determina bloqueio de R$ 670 milhões

Investigação apura supostas fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional e aponta manipulação de balanços para ocultar a situação financeira da instituição.

A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (23), uma operação contra o banco Banco Digimais, instituição financeira ligada ao empresário e líder religioso Edir Macedo. A ação investiga suspeitas de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo a gestão do banco.

Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em São Paulo. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões, bem como a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após relatórios do Banco Central do Brasil apontarem indícios de irregularidades na administração da instituição financeira. A suspeita é de que gestores tenham manipulado balanços e resultados contábeis para esconder a real situação econômico-financeira do banco.

De acordo com os investigadores, o esquema teria criado uma aparência de solvência incompatível com a realidade. Para isso, teriam sido utilizadas práticas como a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas, que, segundo a apuração, somariam centenas de milhões de reais.

Em manifestações anteriores, quando o caso veio a público, o Banco Digimais negou as acusações. A instituição classificou as alegações como “completamente inverídicas, distorcidas e desprovidas de qualquer comprovação material ou documental” e afirmou que todas as suas operações seguem as normas estabelecidas pelos órgãos reguladores.

Até a última atualização desta reportagem, Edir Macedo não havia se manifestado publicamente sobre a operação.

As investigações seguem em andamento e a Polícia Federal busca reunir mais elementos para esclarecer a atuação dos envolvidos e a extensão das supostas irregularidades.

Com informações do SBT News.

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