‘Balinhas coloridas’ ingeridas por estudantes eram LSD

A menina de 13 anos e o garoto de 12 anos levados da escola para a UPA Norte na tarde de sexta-feira, dia 8, após atos de violência e relatos de alucinações dentro da sala de aula, foram liberados no início da manhã deste sábado, dia 9. Eles estavam em observação médica. A terceira criança envolvida na história, um menino de 11 anos de idade, não chegou a ser internada.

O caso ocorreu na escola Alzira do Valle Rollemberg, no bairro Dom Lafayette, zona norte de Rio Preto. A professora chamou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar diante da dificuldade de conter os dois pré-adolescentes e a adolescente dentro da sala de aula. Os três relatavam que tinham chupado ‘balinhas’ coloridas e que estavam vendo coisas estranhas. As tais balinhas foram identificadas, posteriormente, como LSD, droga alucinógena.

O estudante D.S.A.A., 12 anos, teve quatro horas de alucinações ao ingerir os micropontos de LSD. “Ele disse que via tudo distorcido, sem foco”, afirma a mãe do garoto, D.A.A.

Os micropontos foram oferecidos a ele por uma amiga de escola, S.C.M.N., 13 anos. A menina, que também teve crise de alucinação, disse à Polícia Militar que pegou escondido em casa os “pedaços de plástico”, que seriam do irmão dela, e na escola distribuiu a dois amigos. “Ela nem sabia o que era. Pensou que fosse alguma bala doce”, diz a avó da garota.

S.C.M.N. teria ingerido quatro micropontos e dado um para cada colega. Minutos depois, a professora teria notado alteração no comportamento do trio, que ficou agressivo. A docente avisou a direção da escola, que por sua vez acionou os bombeiros.

O meninos de 11 anos foi entregue à família. Outros dois foram levados à UPA Norte, no Solo Sagrado, onde ficaram em observação até o início da manhã de hoje. “Nunca imaginei que meu filho passaria por uma situação dessas”, disse a mãe de D.S.A.A. Ela acredita que tanto o filho quanto sua amiga não sabiam se tratar de uma droga alucinógena. “Eles foram inocentes. Mas ficou a lição.”

A Secretaria Estadual de Educação informou apenas que chamou os pais dos envolvidos e acionou os bombeiros. A Polícia Civil deve abrir inquérito para investigar o caso. Allan de Abreu/Diário da Região

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