Aves são apreendidas em operação da PM

Operação deflagrada pela Polícia Ambiental de Rio Preto apreendeu nos dois últimos dias mais de uma centena de aves e pássaros silvestres mantidos ilegalmente em cativeiros da região. Entre elas estão cinco araras Canindé, espécie que corre risco de extinção. Ao todo, até agora vinte criadores foram autuados. As multas somadas já ultrapassam R$ 180 mil. Segundo o capitão Alessandro Daleck, as blitze continuam hoje e devem aumentar o número de apreensões e multas.

Até ontem foram 22 propriedades fiscalizadas tanto em área urbana quanto rural nos municípios de Rio Preto, Mirassol, Orindiúva, Nova Granada, José Bonifácio, Catanduva e Novo Horizonte. “Em termos operacionais, o balanço é extremamente positivo. Porém do ponto de vista ambiental, vemos que ainda persistem infrações ambientais lesivas à fauna silvestre, face o número de ocorrências”, afirma.

A polícia flagrou casos graves em que o criador legalizado pelo órgão ambiental mantinha aves silvestres sem registro e com anilhas de identificação supostamente adulteradas. Isso comprova que o pássaro foi capturado da natureza e comercializado clandestinamente.

O tenente Emerson Mioransi explica que as anilhas suspeitas foram recolhidas e serão encaminhadas para análise da Polícia Federal. Ontem, numa única propriedade em Mirassol, sete anéis de identificação foram localizados. O sítio também abrigava num viveiro três das cinco araras apreendidas até agora.

“Os animais que não apresentam ferimentos ou outras alterações físicas são reintegrados ao seu habitat. Já aqueles que carecem de tratamento médico são levados ao Hospital Veterinário da Unirp ou ao Bosque Municipal de Rio Preto e tão logo estejam aptos também serão devolvidos à natureza”, explica Daleck.

Criadores flagrados com aves silvestres em cativerios sem registro serão processadas com base na Lei de Crimes Ambientais, que prevê pena de seis 6 meses a um ano de detenção, além do pagamento da multa. Os valores da infração variam. Para espécies que não correm risco de extinção é de R$ 500 por exemplar. Já pássaros na lista de extinção o valor chega a R$ 5 mil. Em caso de reincidência, a multa dobra.

A operação também registrou um caso de maus tratos – animais e gaiolas sujas – e apreendeu carcaças de outras espécies como o crânio de um jacaré pequeno e o casco de um tatu, além de apreendeu equipamentos e materiais utilizados como armadilhas e gaiolas. A polícia não divulgou nomes de criadores e de propriedades fiscalizadas e autuadas.

Apreensões:

:: Canários da terra
:: Trinca ferro
:: Coleirinha
:: Bigodinho
:: Pássaro preto
:: Pintassilgo
:: Sabiás

:: A polícia também encontrou um Azulão, espécie que como as araras está na lista de animais em extinção. Além disso, foram apreendidos um crânio de jacaré e um casco de tatu. Diário da Região

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password