‘Atitude repugnante’, diz vítima sobre motociclista fugir sem prestar socorro

Comerciante foi atropelado por moto em rua de Bady Bassitt (SP). Vítima quebrou nariz, tornozelo, levou 25 pontos e fez duas cirurgias.

Se recuperando em casa depois de ser atropelado por uma moto em Bady Bassitt (SP), na semana passada, o comerciante Ademir Pereira de Souza, de 56 anos, afirma que está intrigado e magoado com o fato de o motociclista ter fugido sem prestar socorro. “Essa é a parte que mais me intriga. Errar qualquer um erra, todos estão sujeitos a isso, mas devemos assumir o erro. O rapaz me jogou longe, caí igual um sapo morto, ele pegou a moto e foi embora. Para mim isso foi uma atitude repugnante e fiquei muito magoado. Se fosse a mãe ou o pai dele, ele faria a mesma coisa”, afirma.

O acidente aconteceu na quarta-feira (6) e foi registrado por câmeras de segurança de um supermercado, local onde Ademir estava indo quando atravessou a rua. Nas imagens dá para ver o comerciante cruzando a rua, até que ele percebe a aproximação do motociclista, mas não consegue desviar e acaba atropelado.

O homem é jogado por cerca de três metros e foi parar debaixo de um carro que estava estacionado. “Foi um susto muito grande. Só vi o vídeo depois e fiquei mais assustado ainda. No momento só me lembro da moto empinando. Meus filhos me falaram sobre o acidente, mas só quando vi o vídeo percebi como foi sério”, afirma Ademir.

Com o impacto, o motociclista caiu, mas se levantou,  subiu na moto e foi embora sem prestar socorro. A polícia conseguiu identificá-lo. Ele prestou depoimento na delegacia nesta segunda-feira (11) e fez exame de corpo de delito, já que também ficou ferido. Ele vai responder em liberdade por lesão corporal, omissão de socorro e dirigir sem habilitação.

Ademir quebrou o nariz e o tornozelo, levou 25 pontos e teve que passar por duas cirurgias. Ele teve ainda deslocamento do ombro e perdeu quatro dentes. Ele, que também trabalha como motorista, vai ter que ficar sem trabalhar no mínimo por dois meses. “Preciso trabalhar, tenho uma pensão, aluguel de um comércio que eu tinha antes e atualmente trabalhava como motorista particular de uma senhora, e ganhava um dinheiro com isso”, afirma. G1

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