Atirador pega 10 anos de prisão e piloto é absolvido

Éverton Dias Pereira, o “Fedô”, foi considerado o único culpado por tentativa de assassinato a servente de pedreiro em fevereiro do ano passado

 

Foi condenado a 10 anos de prisão em regime inicial fechado Éverton Dias Pereira, conhecido como “Fedô”, de 20 anos, em julgamento realizado ontem no salão do júri “Desembargador Nelson Ferreira Leite”, no Fórum de Votuporanga.

Ele é acusado de, juntamente com Danilo Aparecido Mendes dos Santos, 25, tentar assassinar a tiros Florisvaldo Rodrigues Moreira, no local onde ele trabalhava como servente de pedreiro. O crime aconteceu no dia 25 de fevereiro de 2013, por volta das 8h10, na rua José Comar, esquina com a Ponta Porã, no bairro Jardim Orlando Mastrocola, em Votuporanga.

Já Danilo foi considerado inocente e absolvido do crime. De acordo com a denúncia, ele foi o responsável por dirigir a motocicleta até o local do crime, enquanto Éverton foi o autor dos disparos.

O caso foi julgado pelo juiz Jorge Canil, e o Ministério Público representado pelo promotor João Alberto Pereira. A defesa dos réus foi formada pelos advogados Silvano Hortêncio Pirani, Marcus Antonio Gianeze e Ana Lúcia de Godoi Moura.

As duas partes prometeram recorrer sobre a sentença do julgamento. Pereira explicou que ficou “semi-satisfeito” com o resultado, pois na visão dele, o fato de Florêncio ter matado anos antes o pai de Éverton, na frente do réu, acabou como justificava dos membros do júri para a absolvição do rapaz. “A vítima já havia pago sua dívida com a sociedade quando foi condenado a prisão pelo assassinato, e não podia ser punido novamente”, alertou.

A defesa tentará reverter a sentença de condenação de Éverton, com base na liberação de Danilo. Segundo Gianeze, a lógica é recorrer, já que o julgamento abordou a participação de ambos na tentativa de homicídio. “O que nos resta é puxar a linha defensiva para o condenado também“, afirmou o advogado.

 

Julgamento

A vítima não foi encontrada pela Justiça para prestar depoimento durante o julgamento, então apenas duas testemunhas de defesa e os réus foram ouvidos pelo juiz Jorge Canil e pelos outros presentes ao Fórum.

Após a fala das testemunhas, amigo e ex-patrão do réu, respectivamente, foi a vez de Danilo falar. Ele explicou que os tiros não tiveram como motivação a vingança pela morte do pai há mais de 15 anos. “Conheci Florisvaldo de pequeno, nem recordo do rosto dele mais”, afirmou.

Sobre o fato do exame residuográfico dos dois terem dado resultado positivo, ele afirmou que ambos foram no dia anterior treinar tiros em uma mata com um antigo revólver que Éverton tinha.

Em seu depoimento, Éverton foi mais veemente que o amigo nas declarações em que negava a participação no crime. “Não foi eu (que cometeu a tentativa de assassinato) e estou preso há um ano por algo que não fiz”, declarou. “Não iria dar tempo de trocar moto e roupa, além de dispensar a arma. Nada disso”, concluiu: André Nonato/O Jornal

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