Ataque de piranhas fere 8 pessoas em prainha de Populina

Incidente aconteceu em Populina, no noroeste paulista. Notícia afastou os turistas e os que ainda frequentam o local preferem ficar fora d’água 

Quem frequenta as prainhas de água doce no interior de São Paulo está preocupado com o ataque de piranhas. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas nos últimos dias.

As prainhas de água doce das cidades do noroeste paulista são opções de lazer para milhares de turistas, principalmente nesta época do ano. Mas em Populina, as águas do Rio Grande ultimamente não estão tão tranquilas.

Um grupo de amigos ficou com medo ao saber dos ataques de piranhas. “Assusta porque a gente até costumava entrar na prainha, desta vez não entramos. Só pescando no lugar mais seguro”, afirma o funcionário público Elquides Junior.

Nos últimos dias, oito pessoas foram atacadas por piranhas em uma área da prainha. Para tentar evitar outros acidentes, a prefeitura colocou placas de alerta nas margens do rio. A notícia afastou os turistas e os que ainda frequentam o local preferem ficar fora d’água.

O Juraci foi até a prainha para passar as festas de fim de ano. Ele foi atacado quando saia da água. “Estava um pouco na água mais profunda, saí para a água mais rasa nadando, quando eu percebi um toque no meu pé. Saí para a água mais rasa, olhei, e já estava sangrando bastante”, relata o operador de empilhadeira Juraci de Souza.

Os peixes que atacaram os banhistas são da espécie conhecida como pirambeba ou piranha branca. O biólogo Bruno Benhocci diz que os ataques podem ter ligação com a baixa no nível do rio por causa da seca dos últimos anos e a escassez de alimentos.

“Na falta do ecossistema, na falta da cadeia alimentar, elas procuram os mais próximos, então como você tem uma movimentação, ela não consegue detectar se é um dedo ou se é um peixe, então ela vai diretamente em busca do alimento”, explica.

Há cinco anos não eram registrados acidentes deste tipo na região. “A orientação que a gente dá para a população é que não entre no rio enquanto esse problema não seja resolvido ou pelo menos explicado”, diz a secretária de Saúde, Rafaela Fernandes de Souza.

g1

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