Assistente social muda de vida após conhecer a profissão

Profissional chegou a ser beneficiada com o programa Bolsa Família e hoje ajuda outras pessoas na superação da pobreza

A votuporanguense Neide Hengler, 47 anos, é exemplo de como o trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais pode transformar muitas realidades. A começar por ela, ex­-beneficiária do Bolsa Família que passou grande parte de sua vida trabalhando como doméstica. Incentivada a dar continuidade aos estudos por uma assistente, fez Serviço Social e hoje está nesse papel de protagonismo.

“É um trabalho extremamente importante, dar o direcionamento para as pessoas superarem a pobreza, a fome. Elas podem ter em mim um parâmetro de emancipação, de saírem da condição de pobreza, de miserabilidade”, ressaltou. Neide trabalha como agente de inclusão produtiva na Secretaria de Assistência Social de Votuporanga, introduzindo os usuários no mercado de trabalho. Para ela, ser assistente social é garantir os direitos de fato. “Eu quero que existam outras ‘Neidinhas’ por aí e que um dia elas possam falar que foi a assistente social que as ajudou a mudar de vida”.

Ela contou que utilizou o benefício do Bolsa Família por três anos, e foi aí que conheceu o trabalho dos assistentes sociais. “Fui conselheira dos usuários do programa, e então eu vi o que realmente era a assistência social. Me encantei com a profissão e decidi que era aquilo que eu queria para minha vida. Fiz o Enem e consegui uma bolsa de 50% no Prouni e comecei a fazer a faculdade”, disse.

Hoje, Neide se sente realizada com a profissão que escolheu, mesmo depois dos 40 anos. “Eu morava em uma bairro mais humilde, hoje ainda pago aluguel, mas em um bairro mais perto do serviço e consegui um patamar de vida melhor. Eu tenho orgulho de mim e amo o que faço”, contou.

Data

O assistente social comemorou seu dia nesta sexta-­feira (15). Estes profissionais atuam nos centros de Referência de Assistência Social (Cras), de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centros POP), identificando as necessidades dos cidadãos e encaminhando-­os para os serviços e os benefícios do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Isabela Jardinetti/A Cidade

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