Artrose, saiba como tratar deste problema

Não deixe para perceber a importância dos movimentos do seu joelho só depois de perdê-los. As doenças nesta sensível parte do nosso corpo afetam a vida de cerca de 20% da população, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho. E dentre os problemas mais comuns está a artrose, que além de dor também prejudica o movimento. Enfrentar os pinos, passar por cirurgia e viver sob os cuidados de um fisioterapeuta é a realidade para boa parte das vítimas de problemas nesta articulação.

Segundo a reumatologista Vincenzina Santangelo, de Rio Preto, a artrose resulta de uma combinação de fatores, como traumatismo, acidente ou queda prévia, instabilidade decorrente de alterações morfológicas, entre outros. Seu impacto econômico é enorme, devido à incapacidade que pode provocar quando não tratada e acompanhada pelo especialista.

Mulheres têm aproximadamente o dobro de propensão em comparação com os homens. E, entre as mulheres, negras têm o dobro de propensão à artrose em comparação com brancas.

Foi o caso de Angela Faustino, 27 anos, vítima de acidente motociclístico há cerca de um ano. Ela conta que sofreu uma fratura no joelho esquerdo e luxação do tornozelo. Após atendimento de emergência para reduzir a luxação e sanar a fratura, ficou imobilizada por três meses. Depois de mais dois meses de fisioterapia intensa foi que conseguiu voltar a movimentar o joelho, mesmo assim de forma bem restrita.

“Me disseram que após a retirada dos parafusos ia ficar tudo bem. Mas não é verdade. Já tive até alta para trabalhar, mas não consigo ter o movimento normal de volta”, relata.

Obesidade

Na rotina dos ortopedistas não faltam são histórias de vítimas de problemas no joelho sem uma causa específica, sem relação com acidentes, por exemplo. De acordo com o especialista em joelho Wilson Rejaili, do Instituto do Joelho, de Rio Preto, a artrose é a doença mais frequente a afetar este membro e pode se originar tanto de doenças inflamatórias quanto infecciosas ou traumáticas, e o resultado é a destruição da estrutura da cartilagem.

O médico observa que graças aos avanços na área hoje não faltam opções de tratamento, que devem ser aplicadas de forma precoce. Dentre eles estão os medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, injeções intrarticulares de corticosteroides associadas à fisioterapia e sempre acompanhada da orientação para a perda de peso, no caso de obesidade.

“Cada quilograma de excesso de peso representa 8 quilos de sobrecarga biomecânica sobre os joelhos e, portanto, a obesidade torna-se o fator principal de redução da vida útil do joelho e pode levar a artrose”, alerta.

Mapa de temperatura 

A termometria é uma outra ferramenta que também tem sido utilizada com frequência nas doenças do joelho. De acordo com o ortopediata José Eduardo Nogueira Forni, especialista em traumatologia e dor, de Rio Preto, com a ajuda deste equipamento recém-chegado a Rio Preto é possível realizar um mapa de temperatura do corpo e assim identificar exatamente o local onde o tecido está afetado.

O equipamento faz um mapa de cores sobrepostas em uma imagem anatômica, o que permite ao médico observar as mudanças de temperatura em tempo real durante o tratamento. “Com base nessas mudanças de temperatura observadas, parâmetros de tratamento podem ser ajustados para garantir a segurança e eficácia da ablação térmica”, explica.

Em princípio, todos os tratamentos propostos são conservadores, mas no momento em que o paciente não responde a alternativa é mesmo cirúrgica. E a artroscopia tem sido a mais recomendada, acompanhada de lavagem articular, osteotomias corretivas e artroplastia parcial ou total do joelho, escolhidas pelo especialista a partir do grau da artrose diagnosticada.

A técnica, segundo o ortopedista Marcelo Wiltemburg Alves, especialista em cirurgias artroscópicas, de Campinas, embora considerada inovadora, já é consagrada, e se na década de 80, quando surgiu, era feita somente no joelho, hoje já é utilizada para ombro, quadril, punho e cotovelos.

“O procedimento alia à necessidade de curar a lesão do paciente o objetivo de devolvê-lo ao mercado de trabalho o mais breve possível, e isso se reflete na procura cada vez maior por informações e realização da cirurgia”, diz.

 

Cecília Dionizio – Diário da Região

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password