Um mês depois, acusados pela morte de médico continuam foragidos

Um mês após o assassinato do médico votuporanguense Hedilon Basílio Silveira Júnior, de 50 anos, o casal acusado pela morte ainda não se entregou para a Polícia Civil de General Salgado.

Aparecido Dias Barbosa, de 62 anos, e a esposa dele, Érica Patrícia Cruz, 36, ainda esperam o melhor momento para se apresentar para a polícia, revelou o advogado do casal Antônio Roberto Sanches, de Ribeirão Preto.

Os dois teriam sido mandantes e cúmplices do assassinato do oftalmologista. O caso ocorreu no dia 25 de junho, em General Salgado. Sobre a culpabilidade de Aparecido e Érica, novamente o advogado preferiu não se posicionar. De acordo com ele, “os dois estão incomunicáveis”, e se entregarão o “mais cedo possível”.

Em entrevista anterior publicada pelo O Jornal, o advogado explicou ser um caso de extrema complexidade, o que não o permite dizer se e quando o casal irá se entregar ao delegado responsável pela investigação, Eugênio Dias do Vale. “Ainda vamos esperar o andar da carruagem para termos a noção exata do que aconteceu”. Na época ele disse ainda que a história era inconsistente.

Sobre os outros dois participantes no assassinato e sequestro, a Polícia de General Salgado informou ainda não ter pistas sobre as verdadeiras identidades, e que a investigação do caso ocorre “normalmente”.

 

Crime

O médico oftalmologista Hedilon Basílio Silveira Júnior foi assassinado com golpes de facão e tiros na noite de terça-feira, dia 25 de junho, ao chegar a sede de seu sítio, sem ao menos ter tempo para se proteger.

Ele estava acompanhado de outras duas pessoas, que foram feitas reféns, assim como o caseiro, que já estava em poder dos bandidos. De acordo com os policiais, os bandidos usaram um revólver calibre 38, uma cartucheira e um facão.

O casal foi identificado pelas outras vítimas como autores do assassinato. O médico já havia registrado um boletim de ocorrência por agressão contra os suspeitos. De acordo com as investigações, o casal era arrendatário das terras do médico em Prudêncio e Morais, distrito de General Salgado.

As discussões, segundo testemunhas, se alargaram durante cerca de um ano. A causa seria a mudança de um córrego que servia como divisor das duas propriedades. Chuvas torrenciais no início do ano passado mudaram o curso do córrego, o que fez a propriedade do acusado pelo crime perder cerca de um alqueire.

Por várias vezes o vizinho do médico tentou entrar em acordo para reaver sua área perdida, porém Hedilon não teria aceitado, por querer cumprir o que estava escrito no contrato. O suspeito então espalhou pela cidade inteira que iria matar o médico, com todos buscando demovê-lo da ideia. André Nonato O Jornal

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