Após jogo de empurra, Heitor parte para cirurgia

O menino Heitor Otávio da Costa Oliveira, 8 anos, segue para Brasília na próxima segunda-feira, 28. É lá que ele vai fazer o transplante de medula óssea de que precisa para continuar vivo. A luta do pequeno começou quando ele tinha 3 anos e foi diagnosticado com Leucemia Linfóide Aguda (LLA). A doença chegou a ser curada, mas retornou, então os médicos do Hospital de Base decidiram pelo transplante.

Heitor lutou contra estatísticas que apontam que a chance de encontrar um doador de medula compatível é de uma a cada cem mil amostras de sangue. A mãe do garoto, Rosana Cristina de Oliveira, 31 anos, está feliz. “Agora tem um processo longo do transplante, mas assim que acabar ele vai ter uma vida de criança, brincar, pular, fazer o que gosta”, diz. O menino hoje se reveza entre o quarto do Hospital da Criança e Maternidade (HCM) e sua casa.

No hospital a distração são os jogos no tablet. Em casa, o menino que sonha em ser policial, gosta de empinar pipa. Segundo ela, a notícia foi dada por uma das profissionais do HB que atendem à família. Os custos de alimentação, hospedagem e viagem devem ser pagas pelo Tratamento Fora do Município (TFD), instrumento que garante o custeio para tratamentos que não oferecidos no município. Como o de Heitor será em Brasília, o TFD será custeado pelo Estado.

A opção por fazer o procedimento no Instituto Cardiológico do Distrito Federal (ICDF) veio porque o Hospital de Base não realiza o transplante de medula óssea em crianças. Em Brasília, Heitor vai passar por atendimento multiprofissional e passar por exames. Não há fila para transplante, mas não há previsão para a data do transplante.

Peregrinação

Na semana passada, a mãe do pequeno peregrinou por vários lugares para tentar fazer o cadastro para que os custos da viagem, como hospedagem e alimentação, sejam custeados pelo Estado. Ela foi ao Ambulatório de Especialidades (ARE), Departamento Regional de Saúde (DRS 15) e ao posto de atendimento do Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Em nenhum dos lugares o problema foi resolvido.

Sem esse direito garantido, a família não teria condições de bancar os custos. O Diário fez questionamentos sobre o assunto ao HB, ao ICDF e às Secretarias Municipal e Estadual de Saúde. A Prefeitura respondeu que está em tratativas com a DRS 15 e com HB a fim de atender a necessidade de saúde da criança. A DRS informou que cabe à unidade de origem a solicitação do TFD, e que o HB não havia feito, até aquele momento, essa solicitação.

O ICDF disse aguardava a autorização do TFD para que Heitor fosse atendido. Nesta terça-feira, 22, informou que não há consulta agendada para o garoto. Na tarde desta terça-feira, 22, o HCM alegou que trabalha com agilidade para encaminhar Heitor ao melhor serviço disponível e que segue todos os procedimentos de maneira a assegurar ao paciente a conduta mais segura e adequada. Millena Grigoleti/Diário da Região

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password