Animais peçonhentos – Votuporanga registra 32 de acidentes em 2016

Em tempos de altas temperaturas, os acidentes com animais peçonhentos e venenosos ganham maior volume.

Apenas nas primeiras semanas de 2016, o Setor de Controle de Endemias e Zoonoses (Secez) de Votuporanga registrou 32 casos de acidentes com animais peçonhentos no município. Em 2015, 336 casos foram notificados.
Animais peçonhentos são reconhecidos como aqueles que produzem ou modificam algum veneno e possuem algum aparato para injetá-lo na sua presa ou predador. Os principais animais peçonhentos que causam acidentes no Brasil são algumas espécies de serpentes, de escorpiões, de aranhas, de lepidópteros (mariposas e suas larvas), de himenópteros (abelhas, formigas e vespas), de coleópteros (besouros), de quilópodes (lacraias), de peixes, de cnidários (águas-vivas e caravelas), entre outros.
Os animais peçonhentos são capazes de injetar em suas presas uma substância tóxica produzida em seus corpos, diretamente de glândulas especializadas (dente, ferrão, aguilhão) por onde passa o veneno. Já os animais venenosos são aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões, etc), provocando envenenamento por contato, compressão ou ingestão.
De acordo com a Secretaria da Saúde, ao se deparar com algum bicho deste tipo é necessário que a pessoa se afaste e evite assustar ou tocar no animal. A pasta orienta que a população deve conservar o quintal limpo, livre de entulhos, matéria orgânica, lixo e outros materiais. Muros e paredes devem ser rebocados, ralos e frestas de porta e janelas sempre vedados, sacos de lixo bem fechados – para evitar aparecimento de baratas e outros insetos (fonte de alimento para escorpião), evitar plantas ornamentais muito densas dentro das residências.
É importante também que a população atente para a existência desses animais no entorno dos imóveis, e não apenas dentro das residências. Afinal é possível encontrá-los também em terrenos baldios com mato, lixo e restos de materiais de construção. Além disso, eles podem se esconder embaixo de pedras, pilhas de tijolos, telhas; entre outros locais.

Escorpião
Um dos animais que mais preocupam os votuporanguenses é o escorpião amarelo (Tityus serrulatus). Ele é típico do Sudeste e Centro oeste do país e é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças. Ele se reproduz rapidamente e em grande quantidade, de forma assexuada. Em cada gestação nascem de 20 a 30 escorpiões filhotes fêmeos, todos já com veneno.
A picada causa uma dor intensa, a sensação é de queimação, agulhada e latejamento. A picada é semelhante ao de uma vespa ou abelha, ficando inchada e avermelhada. Geralmente elas ocorrem nos membros superiores, sendo mais da metade delas (65%) nas mãos ou antebraços.
Caso os escorpiões sejam encontrados, o morador deve eliminá-los com muito cuidado para não se ferir e realizar a inspeção em calçados que estejam no chão, tapetes, roupas de cama, sofás e cortinas, para evitar novos acidentes.

Ações
Para evitar este tipo de situação, o Secez realiza orientações sobre o manejo ambiental, isto é, a retirada de restos de madeiras e entulhos nos quintais, durante as visitas de rotina. Além disso, o setor tem notificado também proprietários de terrenos baldios para que providenciem a limpeza dos mesmos.
Ao ser picada por um animal peçonhento, a pessoa deve lavar o local com água e sabão, evitar o torniquete (amarrar qualquer objeto no local) e procurar imediatamente a UPA–Unidade de Pronto Atendimento, situada a Rua João Rodrigues Agostinho, ou no mini hospital do Pozzobon “Fortunato Germano Pozzobon. Mariana Biork/Diário de Votuporanga

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