Andy Vecchiatti se apresentará hoje no Symphonic Rock

Anderson Dias, de 28 anos e mais conhecido como “Andy Vecchiati”, nasceu e reside em Votuporanga e faz parte da banda “Os Magnatas” da cidade de Novo Horizonte.

Andy convive com a música desde a infância, onde escutava os discos de vinil do pai. Foi aos 15 anos que teve o seu primeiro contato direto com a música, fazendo exercício de vocalização e integrando um grupo de cinco vozes, que em pouco tempo depois, se tornou um grupo de apenas três vozes. Porém, aos 17 anos, veio a curiosidade de Anderson aprender algum instrumento musical, foi então que começou a tocar contrabaixo.

Antes de integrar a banda “Os Magnatas”, Anderson fez parte da banda “Chaya”, também de Novo Horizonte. Ele também possui alguns projetos que atua em Votuporanga juntamente com o Marcelo M. Silva, dentre eles: audições dos alunos da escola musical Santa Cecília, Noite do Rock, Noite do Jazz e Blues e Rock in Votu.

Segundo Anderson, o interesse pela música surgiu desde pequeno. “Sempre tive um contato indireto com música, primeiro por meio do meu pai que sempre ouvia os discos de vinil que ele sempre adorava, tais como: Century, Scorpions, Coletâneas dos anos 70, Bee Gees e por aí vai. Mas, também por meio das minhas tias (irmãs do meu pai) que sempre curtiram essa “vibe” da disco-music, flashbacks, e, conforme passaram os anos, comecei a ter um contato um pouco mais direto. Ainda assim apenas como ouvinte. Até que um dia, um tio me emprestou alguns CDs dizendo “toma aqui, está na hora de ouvir umas coisas boas já!”. Foi aí então, que o músico teve seu primeiro contato com: Legião Urbana, Cazuza, Nenhum de Nós, Queen – essa que segundo ele, foi a que mais chamou sua atenção), entre outras.

Aos seus 15 anos, uma pessoa até então desconhecida, o perguntou se conhecia por acaso, alguém que cantasse, pois o grupo dele precisava de mais uma pessoa. Em seguida, Anderson foi convidado para fazer um teste, porém, acabou não indo no dia combinado, mas chegou a ser procurado novamente, e com uma certa insistência, Anderson aceitou o convite e foi fazer o citado teste. “No meu primeiro contato com um exercício de vocalização (exercícios usados pra aquecimento da voz antes de cantar), o professor de canto me disse que eu tinha uma certa facilidade em acompanhar as notas apenas ouvindo. Assim, comecei a cantar com estas pessoas, um grupo de cinco vozes até então, que por meio do tempo foi passando por mudanças. Até que acabamos ficando em apenas três vozes. Neste meio tempo, conheci então um amigo que chama Clodoaldo, conhecido pelo apelido de Corró, e entre uma conversa e outra fomos descobrindo alguns gostos musicais parecidos, inclusive o Queen, e por meio dele fui conhecendo coisas a mais como: Eric Clapton, Hendrix, Cream, entre outros”.

Aos 17 anos, o músico teve contato com o contrabaixo, fazendo algumas aulas e depois foi aprendendo com dicas de amigos. Thundera foi a sua primeira banda como baixista. Também passou pela banda Circuito-411(Pop-Rock) como baixista, mas paralelamente tinha iniciado estudos de técnica vocal na escola de música Santa Cecília em Votuporanga, com o professor Marcio Zarsi. “Ali conheci o professor de guitarra Marcelo Silva, pessoa com a qual trabalho até hoje e sempre me ajudou muito nesse meio, juntamente com a Terezinha Bataglia, responsável pela escola musical Santa Cecília, a qual considero uma pessoa de suma importância nessa caminhada”, disse. Andy passou em média de três anos à frente da Chaya, até que logo após o falecimento do pai, pediu afastamento da banda e também ficou fora da cena por uns três meses. “Mesmo fora da banda, ainda mantinha contato com os membros. Hoje, faço parte da banda “Os Magnatas” da cidade de Novo Horizonte, agora tocando e cantando, e confesso estar curtindo essa nova experiência”, afirmou.

Além da música, Anderson faz curso de Radialista/Sonoplasta e para ele, têm dias que o cansaço bate mais forte. “Também tenho os ensaios com Os Magnatas em Novo Horizonte, no qual viajo 200 quilômetros a cada 15 ou 20 dias, e tenho alguns projetos que atuo aqui juntamente com o Marcelo Silva, dentre eles, audições dos alunos da escola Santa Cecília, Noite do Rock, Noite do Jazz e Blues e Rock in Votu”.

Os Magnatas

“Os Magnatas” foi a primeira banda do Lucas (guitarrista), a qual ele juntou os amigos de escola na época para começar a tocar juntos. Depois de alguns anos e projetos de vida, ele sentiu a vontade de voltar à tona com essa banda. “Costuma-se chamar de “Magnata” uma pessoa que tenha uma certa riqueza e importância, e pra nós três envolvidos nisso (eu, Junior Oliveira e Lucas Almagro), estar entre amigos/irmãos e fazer o que gostamos, é uma riqueza fantástica”, afirma.

“Somos amigos fazendo o que realmente gostamos, então acaba sendo um lazer de certa forma. As músicas das quais curtimos muito e que geralmente o público também adora, acaba sendo uma troca de energias positivas, e isso não tem preço”.

O projeto “Os Magnatas” ainda está começando. A banda aproveita o começo para se conhecer melhor musicalmente, aprender a caminhar dando apoio ao outro, criando mais entrosamento para que assim, o processo de autoria seja bem natural.

Para o músico, o público é o principal responsável pelo show. “Vejo várias bandas que tocam bem, mas se não criam um elo com o público, ou seja, são apenas mais um grupo que toca por tocar. Para mim, o que deixa o show completo é quando o público recebe a energia que você está passando e retribui cantando junto e agitando. Você tem que criar um elo entre banda e público, senão não tem graça fazer isso”.

“Não adianta começar uma banda e falar “vou fazer música própria e pronto!”, se não está de fato preparado para isso, aí acaba pulando de galho em galho sem desenvolver uma identidade própria e depois não agrada muito e culpa o público ou quem faz cover. Temos um cenário musical fantástico no Brasil, infelizmente o que vem na mídia é desanimador, pois hoje em dia não conta mais o talento e sim o “jabá”. Para conhecer as bandas e artistas que temos de qualidade, precisa-se ser um pouco curioso e procurar. Vejo alguns roqueiros dizerem que o “Classic Rock” por exemplo, está matando o Rock, mas o que de fato mata o Rock atual, é a falta de vontade de uma maioria dos que se dizem fãs do gênero em procurar conhecer os frutos do próprio quintal”.

Symphonic Rock

De acordo com Andy, a banda Dr. Sin fez esse trabalho com a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. “Sempre pensei como seria estar em um projeto deste tipo, e cheguei até a pensar em tentar fazer. Nesse meio tempo, recebo uma ligação do Marcelo me fazendo a proposta de participar de um projeto que unisse a banda Santa Cecília com a Orquestra Jovem. Nem pensei duas vezes. É a mesma coisa que perguntar se um macaco quer banana”, elogia.

Anderson Dias se apresenta hoje, novamente, com o Symphonic ROCK, às 20:30 na Concha Acústica de Votuporanga. (Fotos: Paulo Zapparoli)

Paola Munhoz/Votunews

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