Aluno de sete anos é ‘esquecido’ dentro de escola

Um menino de sete anos ficou preso por pelo menos meia hora dentro da escola municipal João Casella, em Potirendaba. O caso aconteceu na tarde desta quarta-feira, 29, e o garoto, que é aluno da segunda série, só foi resgatado porque os caseiros, que moram no local, ouviram os gritos de socorro.

O estudante é usuário do transporte público escolar e a mãe dele, a dona de casa Geiza Aparecida Lauton, o espera todos os dias em um ponto de ônibus no bairro Luís Pastorelli. No entanto, na tarde desta quarta, o filho dela não desceu do ônibus. Ela chegou a questionar as demais crianças que estavam no coletivo, mas foi informada que o filho sequer havia entrado no transporte escolar.

Ela foi até a escola mas, chegando lá, teve outra surpresa. Os portões estavam trancados e as luzes apagadas. Desesperada, Geiza voltou ao bairro onde mora e continuou as buscas pelo filho. Somente uma hora e meia depois foi informada que o menino havia ficado trancado dentro da escola.

“Meu filho ficou tanto tempo preso na escola que ele chegou a cochilar em uma das carteiras. Ele pediu socorro, disse que sentiu fome, frio, sede, medo. Isso é um absurdo”, contou Geiza. Ela disse, também, que o filho se atrasou enquanto guardava o próprio material escolar. Ninguém teria visto que o garoto ainda estava dentro da sala de aula.

A criança foi resgatada pelos caseiros da instituição. Eles ouviram os gritos de socorro do menino e abriram a escola. A Guarda Civil Municipal e a diretora da escola foram acionadas para levar a criança a um responsável. Contataram a avó do garoto e o levaram até a casa dela.

Em nota, a Coordenadoria de Educação e a direção da escola municipal João Casella, informaram que o aluno ficou no interior da escola por um período de aproximadamente trinta minutos.

A coordenadoria disse, também, que “em nenhum momento a mãe esteve presente durante o acontecido”, e afirmou que não houve nenhum prejuízo para a criança ou seus familiares. O órgão disse, também, que “irá tomar as medidas cabíveis que o caso requer”.

A mãe disse à reportagem do Diário da Região que a escola quer responsabilizá-la pelo ocorrido. “Querem dizer que a culpa foi minha, que sou uma péssima mãe, mas não vou aceitar isso. Eu só não estava lá na hora porque eu estava procurando meu filho”, disse Geiza.

Colaborou Gabriel Vital/Diário da Região

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password