Alta na carne muda o cardápio votuporanguense

Em Votuporanga o baixo número de venda de carne, é resultado do aumento de 20% no valor da arroba em relação a 2014.

Mais atenção na procedência do produto e os preços subindo mudam o critério de escolha na hora de comprar carne. Dentre as mudanças econômicas do último ano, a carne bovina foi a que mais teve reajustes. Uma das misturas mais comuns no prato do brasileiro está ficando cada dia mais difícil de se conquistar e a sugestão dos economistas é procurar pelas promoções ou, se for preciso, substituir por outros tipos de mistura.

Ednaldo Moraes de Lima, que é administrador de empresas, e sua esposa Mônica Cristina Silveira de Lima, vieram da cidade mineira de Passos e consideram o preço da carne realmente menor em relação ao estado mineiro.

“A carne aqui em Votuporanga é muito barata, em relação à minha antiga cidade,” explicou ele. Porém, mesmo com esta diferença entre os estados citada por Ednaldo no mês de março, oito cortes ficara

Ela e a nora vão ao supermercado somente durante as promoções, e andam pelo açougue segurando o panfleto de ofertas. “Está horrível comprar carne, é decepcionante pagar um absurdo como este,” afirmou Celdir.

O casal Donizete Mantovani e Marlei vão às compras juntos, mas não levam a carne do mercado. “Um costume nosso é comprar a carne direto do açougue. Acho a procedência melhor, mesmo sendo um preço mais elevado,” explicou o funcionário público, afirmando também que a carne vermelha não pode faltar no prato. “O jeito é economizar em outras coisas, porque não da pra ficar sem carne.”

A queda no número de abates é o principal motivo para os reajustes do último ano. A arroba do boi é comercializada a mais de R$150, sendo este valor um recorde no aumento de 20% desde o último período do ano passado.

A explicação para este reajuste, segundo o dono do Açougue Rio Grande, de Votuporanga, José Antônio Cudo, está na falta do produto. “Poucos bois, e o valor da arroba está realmente elevado”. Questionado sobre o porquê da alta no valor, ele afirmou que tudo se tornou uma avalanche de juros altos.

“A energia, manutenção, matéria-prima… Tudo está mais caro,” explicou o proprietário que, em 23 anos no ramo de carnes, nunca viu uma queda tão grande no número de vendas.

“Em relação ao ano passado, estamos vendendo quase 30% a menos. E isso é lamentável! O pior é que a tendência é piorar ainda mais,” lamentou José Antônio.
“A carne de frango nunca esteve tão barata em relação à bovina,” avalia o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Cepea. Na prévia de abril, o preço médio da ave inteira resfriada alcançou quase R$ 3,39 o quilo — mais de R$ 6 abaixo da bovina, que custa R$ 9,62.

Por isso, essa tem sido a opção da maioria dos clientes. As pessoas continuam mudando, procurando alimentos mais baratos. Solução que a Antônia de Souza escolheu. “Meus filhos amam frango, se deixasse eu cozinharia todos os dias.”

Ela comentou que o preço da carne branca também está mais salgado. “Já foi mais barato, mas não subiu tanto como a carne” afirmou. Trocas que devem continuar nos próximos meses com pouco animal de corte no mercado e a desvalorização do real frente ao dólar, que no primeiro trimestre chegou a 20%, a carne vermelha deve ficar cada vez mais longe da mesa do brasileiro. (Colaborou: Mateus Paióla)/Diário de Votuporanga

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