Alta do preço dos carros aumenta IPVA em 2022

Fabricação de veículos novos caiu em razão da falta de matéria-prima em todo o mundo, elevando o valor dos veículos usados no País

 

A valorização nos preços dos carros deve encarecer o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2022. Os veículos usados tiveram alta de 31,8% e os novos, 19,3% nos últimos 12 meses, de acordo com os indicadores da tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O motivo é o aumento de custo e a queda na fabricação de veículos novos, causada pela falta de matéria-prima e componentes vindos de vários lugares do mundo em razão da pandemia da Covid-19.

 

Com isso, é esperado um impacto no valor do IPVA para o próximo ano, uma vez que o cálculo é feito em cima do preço de mercado dos carros. A alta não se restringe só a São Paulo. Todo o Brasil será impactado, visto que os indicadores da tabela Fipe são usados como base de cálculo por todos os estados brasileiros.

 

No Estado de São Paulo, a alíquota não sofreu alteração, permanecendo a mesma desde 2018. Carros movidos à gasolina e os bicombustíveis recolherão 4%. Modelos que utilizam somente álcool, eletricidade ou gás (ainda que combinados entre si), 3%. Picapes cabine dupla também recolherão 4%.

 

Numa simulação, o Chevrolet Onix Joy 1.0 flex (ano 2018) passou de R$ 36 mil no ano passado para R$ 46 mil neste ano, em novembro. Considerando a alíquota de 4% estadual, o IPVA poderá subir de R$ 1,4 mil para R$ 1,8 mil – tudo em razão da valorização dos usados.

 

Em 2021, até novembro, a compra e venda de veículos usados cresceu 24,8% em relação a todo o ano passado, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), instituição que representa as concessionárias e revendedoras de veículos. Ao todo, foram realizadas quase 14 milhões de transações neste ano.

 

“O resultado do acumulado do ano mostra que as vendas de usados ainda estão aquecidas. É natural que, aos poucos, o mercado vá se reequilibrando e apresente certa volatilidade nas transações, inclusive em função da retomada gradativa do abastecimento de veículos novos. Até porque ainda persiste a baixa oferta de alguns modelos mais demandados”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

 

Já a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informou que o último mês foi o pior dos últimos 16 anos no emplacamento de veículos novos. Ao longo deste ano, a queda na fabricação de veículos novos foi de quase 16%. “Temos muitos veículos incompletos nos pátios das fábricas, à espera de componentes eletrônicos. Esperamos que eles possam ser completados neste mês, amenizando um pouco as filas de espera nessa virada de ano”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

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