Aliados aguardam liberação de R$ 6,5 bi para garantir novas vitórias do governo no Congresso

Foi a contrapartida para manter o teto de gastos públicos no próximo ano. Havia uma pressão para furar o teto e aumentar investimentos em 2021, mas o ministro Paulo Guedes era contra.

Para assegurar novas vitórias ao governo no Congresso, ministros e a nova base aliada no Legislativo aguardam a liberação nos próximos dias de R$ 6,5 bilhões para investimentos ainda neste ano. Cerca de metade será destinada a projetos que serão bancados por verbas de emendas parlamentares.

Inicialmente, em acerto entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, a equipe econômica remanejou R$ 5 bilhões do Orçamento da União deste ano para destinar a investimentos, principalmente dos ministérios do Desenvolvimento Regional e da Infraestrutura.

Foi a contrapartida para manter o teto de gastos públicos no próximo ano. Havia uma pressão para furar o teto e aumentar investimentos em 2021, mas o ministro Paulo Guedes era contra. Na reunião em que o presidente unificou o discurso pela manutenção do teto foi acertada a liberação da verba extra para investimentos.

Aliados do governo no Congresso, porém, fizeram chegar ao Palácio do Planalto que o ideal é que essa verba subisse para R$ 6,5 bilhões, para que um pouco mais de R$ 3 bilhões fossem aplicados para atender o pagamento de emendas parlamentares ainda em 2020. A partir desse pedido, o governo elevou o valor para esse novo montante.

Segundo assessores presidenciais, o projeto de lei do Congresso Nacional com o novo valor está sendo finalizado no Ministério da Economia. Aliados do presidente no Congresso reclamam que a equipe de Paulo Guedes está demorando a fazer os últimos ajustes para remanejar a verba extra.

A nova base aliada quer agilizar a aprovação do projeto, que tem de ocorrer em sessão do Congresso Nacional, para que a liberação das verbas por meio de emendas parlamentares aconteça antes das eleições municipais. O anúncio dos recursos pode ajudar candidatos de deputados e senadores na eleição municipal deste ano.

Além disso, o Palácio do Planalto acredita que a liberação dos recursos vai reforçar ainda mais a fidelidade da nova base aliada ao presidente Bolsonaro. Nas últimas semanas, a articulação política do governo, comandada pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, teve duas vitórias importantes no Legislativo.

O Congresso manteve o veto presidencial a reajustes de servidores até o final do ano que vem e, ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a nova Lei do Gás. As duas votações registraram um placar favorável ao governo acima de 310 votos.

FONTE: Informações | g1.globo.com

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