Água Vermelha tem o pior novembro em cinco anos

FERNANDÓPOLIS – A chuva chegou pra valer à região noroeste do Estado. Depois de setembro e outubro, com índice de chuva acumulado na casa dos 171 milímetros, o mês de novembro, sozinho, registrou até ontem 174,5 milímetros de chuva Só esta semana choveu 68,5 milímetros em Fernandópolis.

Apesar disso, nesta semana, o volume útil do reservatório da Usina Hidrelétrica de Água Vermelha registrou a pior marca para mês de novembro em cinco anos: 13,48% do volume útil. A pior marca anterior foi registrada em novembro de 2010, com 9,2%.

De acordo com a AES, que opera a usina, este mês saiu mais água do reservatório do que entrou. A empresa explica que “o nível (da represa) oscila de acordo com a estratégia operacional determinada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema), que é responsável pela gestão do sistema de energia do país. É o ONS que, inclusive, determina a necessidade de abertura ou fechamento dos vertedouros”. Na ponte de Água Vermelha, na divisão São Paulo e Minas Gerais, o leito seco virou atração turistica nos finais de semana. Famílias inteiras passeiam em meios as pedras onde antes era um mar de água. A cena é desoladora como mostra a foto.

NOVEMBRO CINZA

O mês de novembro rompeu com a carência de chuva na região de Fernandópolis. Com índice acumulado de 174,5 milímetros (cada milímetro corresponde a um litro d´água por metro quadrado), segundo dados fornecidos pelo Núcleo de Sementes/Cati de Fernandópolis, o mês de novembro é o mais chuvoso em seis anos (veja quadro). Na comparação com 2011, é mais que o dobro da chuva registrada em novembro daquele ano (79,2 mm). De acordo com o Núcleo de Sementes foram registradas chuvas em 11 dias do mês de novembro, sendo que quatro delas superaram a marca de 20 mm.

Na comparação com os meses deste ano, novembro só perde para o mês de março que registrou acumulado de chuvas de 195,5 mm. Os meses mais secos do ano foram junho (3,1 mm) e agosto (0 mm). Em sete meses, o índice ficou abaixo de 100 mm. Somente nos meses de janeiro, fevereiro, março e agora novembro, o índice acumulado superou 100 mm.

Com a chegada das chuvas, aparecem velhos problemas. Os buracos proliferam pelas ruas da cidade, do centro à periferia.

 

Jornal Tá Na Mão

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password