Agentes penitenciários em greve impedem entrada de novos presos de Votuporanga no CDP de Riolândia

A greve dos agentes penitenciários do estado de São Paulo causou transtornos ontem na transferência de presos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) “Valdecir Fabiano”, de Riolândia. Os detentos vindos da cadeia de Votuporanga e de Jales foram proibidos de entrar pelos agentes pela manhã, que fecharam a entrada do CDP.

O comboio com 14 presos de Votuporanga foi autorizado a passar somente no fim da tarde, quando retornou escoltado pela Tropa de Choque da Polícia Militar, reforçado por agentes da Polícia Civil.

Antes do acordo com os agentes penitenciários para a entrada dos presos votuporanguenses, o delegado seccional de Votuporanga, Osny de Marchi, afirmou que uma solução estava sendo procurada para a entrada dos presos em conjunto com o diretor-geral da penitenciária, Walmur Lopes Silva. “Estamos buscando a melhor forma para levar esses presos, mesmo com a dificuldade imposta por essa greve, que é considerada ilegal”, explicou de Marchi.

Inaugurado em 22 de novembro do ano passado, o CDP fica no quilômetro 2 da estrada municipal que liga Riolândia a Cardoso, com acesso pela rodovia Waldemar Lopes Ferraz. A atual população carcerária é de 445 detentos no regime fechado e provisório.

 

Paralisação

Segundo nota enviada pela a assessoria de comunicação da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), 88 das 158 unidades prisionais do estado de São Paulo ficaram ontem com parte de seus serviços paralisados por conta da greve dos agentes penitenciários. Além de Riolândia, o CDP de Rio Preto também foi uma das unidades a ser impedida de receber presos transferidos de cadeias do estado.

A SAP informa ainda que desde o dia 18 deste mês, o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp) está oficialmente notificado pela justiça sobre a liminar expedida pelo juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública, determinando que ficam proibidas quaisquer medidas que impeçam o transporte de detentos para audiências e julgamento (“Fórum e Júri”) e a transferência de presos entre unidades (“Transferências” e “Recebimento de presos de cadeias públicas”), inclusive aquelas em caso de progressão de regime.

“Desde então, a instituição sindical está sujeita ao pagamento da multa estabelecida na liminar, de R$ 100 mil para cada dia de descumprimento em cada unidade prisional do estado”, afirma a assessoria, que ainda confirma a disposição do governo em negociar com as entidades representantes dos agentes penitenciários.

 

CRED: Alex Pelicer/O Jornal

André Nonato

De Votuporanga

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password