Acusados de matar travesti prestam depoimento no Forum

Da Redação

Foram ouvidos ontem, no Fórum de Votuporanga, os dois suspeitos de matar Marcos Gustavo da Silva Costa, travesti conhecido como Vitória, em setembro de 2012. Adenildo Torres da Silva e Regivan Francisco dos Santos foram denunciados pelo Ministério Publico pelo latrocínio (roubo seguido por morte).

 

Devido a natureza do crime,
o julgamento não será por júri popular e a sentença dos réus deve ser publicada em até três semanas após a audiência.

 

 

A audiência foi presidida pelo juiz substituto Mateus Moreira Siketo, pelo promotor Marcus Vinícius Seabra e pelo advogado de defesa Renan Denny Feitosa Fernandes.

 

Duas testemunhas de acusação também falariam sobre o crime.

 

 

A vítima teve orelha e órgão genital mutilados. Por terem sido subtraídos objetos pessoais de Vitória, o MP classificou o crime como latrocínio que, segundo Código Penal, é contra o patrimônio e não contra a vida, e dessa forma, não é julgado em um júri popular.

 

Denúncia

Segundo a denúncia, o latrocínio de Vitória aconteceu por volta das 5h, um domingo, na avenida José Martins Miravette, no 1º Distrito Industrial.

 

Segundo o MP, Adenildo e Regivan, “mediante emprego de meio cruel, subtraíram para eles coisas alheias, sendo que da violência empregada resultou na morte de Marcos Gustavo da Silva Costa, conhecido por ´Vitória´”.

 

 

A investigação apontou que, por volta das 22h da noite anterior, os acusados foram até uma casa de shows na avenida Emílio Arroyo Hernandes, local frequentado por vários travestis, tendo visualizado Vitória.

 

Posteriormente, por volta das 4h, eles saíram do estabelecimento em um automóvel Ford Del Rey, com placas de Parisi, e dirigiram-se até as proximidades de um bar, localizado na avenida Jerônimo Figueira da Costa, tendo ambos novamente avistado a vítima.

 

 

Assim, dizendo-se interessados em ajustar um programa sexual com a vítima, passaram a segui-la de carro, saindo da vista de outras pessoas que se encontravam pela rua.

 

Instantes depois, Vitória foi abordada e Regivan, que estava no banco de passageiros, foi para o banco de trás, enquanto Adenildo estava no volante.

Instantes depois, os acusados e as vítimas começaram a discutir sobre o valor do programa sexual a ser feito por Vitória.

 

Ainda segundo a denúncia, Regivan segurou a vítima por trás, imobilizando-a, enquanto Adenildo abriu a bolsa da vítima e apossou-se de um canivete que ali havia.

 

No momento em que percebeu o roubo em curso, houve tentativa de reação, mas Adenildo teria investido contra ela, passando a desferir vários golpes com o canivete, atingindo o pescoço, orelha esquerda e coxa esquerda.

 

 

Ainda de acordo com o que foi apurado pela polícia e denunciado pelo Ministério Público, após os indiciados terem removido o corpo do travesti do automóvel, abandonaram no local, próximo ao Ecotudo Norte e fugiram levando objetos pessoais da vítima.

 

Também levaram com eles a orelha esquerda decepada. Em seguida, colocaram dentro de uma garrafa de vodca e a jogaram num bueiro, no cruzamento das ruas Inglaterra e José Messias da Silva, no Parque das Nações.

 

 

No dia 18 de setembro de 2012, a Polícia Civil, mediante ao seu trabalho investigativo, conseguiu descobrir a autoria do assassinato brutal e, juntamente com a Polícia Militar, dirigiu-se até o endereço. No local, localizaram o celular da vítima, o veículo utilizado no crime, tendo os acusados, ainda de acordo com o MP, confessado o delito.

 

Os agentes policiais descobriram que eles estavam se preparando para fugir, já tendo comprado passagens de ônibus para o Mato Grosso do Sul.

 

Os indivíduos foram presos e encaminhados à DIG, e aguardam o julgamento em reclusão. Jornal A Cidade

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