Acusados de matar o médico votuporanguense Drº Hedilon vão ficar presos até o julgamento

A Justiça de General Salgado decretou a prisão preventiva dos quatro acusados de envolvimento na morte do oftalmologista Hedilon Basílio Silveira Júnior, 50 anos, ocorrida no dia 26 de junho.

O inquérito policial foi entregue ao Ministério Público na sexta-feira e, de acordo com o delegado Eugênio Dias do Valle, “durante as investigações ficou claro que o casal Aparecido Dias Barboza, de 62 anos, e da mulher dele, Érica Patrícia Cruz, 33 anos, foram os mandantes do crime”. 
Eles teriam contratado Alessandro Pires Mateus, 27 anos, e Júlio César Queiroz Monteiro, 29 anos, para matar o médico. Todos foram indiciados por homicídio qualificado, cárcere privado, formação de quadrilha e roubo. Mateus, acusado de efetuar os disparos com uma espingarda, confessou em depoimento que foi procurado pelo casal dias antes do assassinato e que teria recebido R$ 3 mil. Já Monteiro negou sua participação, mas segundo o delegado ele teria sido o responsável de ameaçar as vítimas com um revólver.

O casal foi ouvido na semana passada, na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Votuporanga, mas negou que foram os mandantes. Eles foram levados à delegacia, onde foram reconhecidos pelas vítimas que sobreviveram, o soldador Carlos Alberto Oliveira, 42, o caseiro Luciano Gonçalves Leite, 36, e o amigo do médico, Francisco da Rocha, 71, que acompanhavam Hedilon quando ele chegou ao sítio arrendado de Barbosa e foram feitos reféns na fuga.

Segundo o delegado, o agropecuarista não prestou mais esclarecimentos. Já Érica disse que estava na casa no momento que o médico foi morto, mas também nega a participação. “Eles estão emocionalmente abalados e dizem que só vão falar em juízo. A Érica falou apenas que ouviu os disparos, mas que não viu nada.”

Além do tiro de garrucha no peito, o médico de Votuporanga foi morto por um golpe de facão na cabeça, que, segundo o delegado, foi desferido por Aparecido. Embora o casal e Monteiro neguem que tenham participado do crime, o delegado acredita que os dois que estavam no interior da casa e amarraram o soldador, o caseiro e o amigo do médico, sejam o agropecuarista e a mulher dele. “As provas, além do reconhecimento das vítimas, definem a participação de cada um”, disse o delegado.

Monteiro e Mateus estão na cadeia de Penápolis. O casal, que tinha prisão preventiva decretada desde o dia 2 de julho, se entregou à polícia na semana passada. Érica está presa na cadeia de General Salgado e Barboza, em Nhandeara. A pena de cada um, em caso de condenação, pode chegar até 66 anos de prisão. diarioweb.com

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