Acusados de matar médico são reconhecidos por testemunhas; dois suspeitos também estão presos

O casal Érica Patrícia Cruz, de 33 anos de idade, o agropecuarista Aparecido Dias Barboza, 62, acusados de participar do assassinato do médico votuporanguense Hedilon Basílio Silveira Júnior, 50, no dia 25 de junho em um sítio de General Salgado esteve na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Votuporanga para reconhecimento das outras vítimas.

Além de Érica e Aparecido, que se apresentaram ao delegado Eugênio Dias do Vale para prestarem declarações sobre o fato e receberam voz de prisão na quarta-feira da semana passada, também estão presos outros dois acusados de participação no crime que abalou a região.

Identificados como Alessandro e Júlio, os dois estão na Cadeia Pública de Penápolis. Eles foram localizados na cidade de Guzolândia, região de Auriflama.

De acordo com o delegado, Alessandro estaria encapuzado na data do crime, mas admitiu ter participado da morte de Hedilon. Por outro lado, Julio nega a presença na cena do crime, mas como não utilizava nada que dificultasse sua identificação, já foi reconhecido pelas outras vítimas.

Érica, presa na cadeia de General Salgado, e Aparecido, que está na cadeia de Nhandeara, não admitem a participação no crime.

Segundo o delegado Élcio, a mulher reconhece que estava na propriedade rural na data do crime, mas não viu nenhuma movimentação estranha que entregasse o acontecimento. Os dois também foram identificados pelas testemunhas do crime.

O investigador Mazuqui, da delegacia de General Salgado, explicou para a reportagem que as investigações do caso estão na fase inicial, e que por enquanto o sigilo é fundamental na descoberta de novas provas que possam confirmar a participação do casal e dos outros acusados na morte de Hedilon.

 

Crime

Segundo informações da Polícia Civil de General Salgado, o sítio de Hedilon, localizado no distrito de Prudêncio e Morais, era arrendado por seus vizinhos Érica e Aparecido. O casal e o oftalmologista teriam começado a brigar após a mudança do leito do córrego responsável por delimitar as propriedades.

Na noite do crime Hedilon foi até o local acompanhado de um homem de 71 anos, interessado em comprar um cavalo de propriedade do médico, e um funcionário de uma empresa de Votuporanga que iria realizar alguns reparos em uma caixa d’água.

Assim que chegaram à entrada da propriedade, por volta das 22h, os três estranharam a porteira sem o cadeado, mas mesmo assim partiram em direção a sede, onde encontraram o caseiro amordaçado e em poder de quatro criminosos, três homens e uma mulher.

Os três então foram abordados pelo grupo, sendo o médico já acertado por golpes de facão e tiros. Hedilon ainda tentou fugir para o quintal do sítio, mas foi alcançado e recebeu mais dois tiros.

Os bandidos então se dividiram. Um deles foi na caminhonete do médico, levando o corpo de Hedilon na caçamba, com uma das testemunhas sendo obrigada a guiar o veículo.

Eles então pegaram a rodovia Feliciano Sales Cunha (SP-310). Após passarem de Auriflama, a cerca de 20 quilômetros de distância de General Salgado, o bandido mandou a tesetmunha estacionar a caminhonete. Quando o criminoso desceu, ele  aproveitou para ligar a caminhonete e fugir rapidamente, indo até o posto da Polícia Rodoviária Estadual de General Salgado, onde comunicou o assassinato e apontando a existência do corpo na caçamba. Já as outras testemunhas foram levadas pelo restante do bando em um Astra até o município de Santo Antônio do Aracanguá, a 40 quilômetros de distância. Lá os dois foram jogados de cima de uma ponte no Córrego das Cruzes.

Um deles conseguiu se salvar ao apoiar-se em galhos e troncos de árvores que estavam na água. Ele foi encontrado pela Polícia Militar por volta das 3h, nas imediações do córrego.

Já o caseiro do sítio também foi jogado no rio, permanecendo parte da madrugada desaparecido. Ele foi localizado às 4h40 em uma propriedade rural onde foi pedir abrigo, após nadar até a margem. CRED: André Nonato/O Jornal

LEGENDA:

Casal foi reconhecido por testemunhas ontem na DIG de Votuporanga

 

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